Reúso da água revela consciência econômica
22/03/2013
Segundo pesquisa da Green Building Council (GBC), a principal ONG especializada em parâmetros de sustentabilidade para residências e edificações no país, o Brasil já ocupa a quarta posição no ranking mundial de construções sustentáveis, e os desperdícios nas obras já foram reduzidos entre 30% e 35% nos últimos dez anos.
De acordo com a arquiteta Sílvia Gondim, da Construtora Masb, muitas edificações da empresa já estão sendo planejadas para consumir menos água e energia. “Instalamos um sistema em um hotel que aproveita o calor gerado pelo equipamento de ar-condicionado para aquecer a água do chuveiro. Também temos geração de energia solar e um processo que coloca ar nas torneiras, para diminuir o fluxo de água”, diz.
Tanto interesse pelas construções sustentáveis tem também motivação econômica. Um imóvel com equipamentos sustentáveis valoriza de 10% a 20%. Além disso, estudos mostram uma redução média de 9% no custo de operação do empreendimento durante toda a sua vida útil.
Outro exemplo vem da Vale. Em 2011, o conglomerado reaproveitou 70% da água consumida em seus processos produtivos. Com essa economia, de acordo com dados do último Relatório de Sustentabilidade, a companhia deixou de captar em fontes naturais 953 bilhões de litros de água em suas operações globais. No mesmo período, a Vale investiu cerca de US$ 90 milhões na gestão de recursos hídricos, quase 10% do total de investimentos ambientais, incluindo iniciativas de inovação tecnológica, projetos de diagnóstico e equipamentos.
Em uma unidade de Mariana, na região Central de Minas Gerais, a instalação de sistemas de mediação e válvulas automáticas resultou na redução em 18% do uso de água por tonelada de minério.
O Tempo