Retomadas operações na 2ª maior mina de cobre após terremoto
02/03/2010
A chilena Codelco, maior mineradora de cobre do mundo, vai retomar operações no complexo de El Teniente – a segunda maior mina de cobre do mundo – às 16h (horário de Brasília), disse neste domingo o diretor da mina, que afirmou que as estradas que levam aos portos estão em boas condições apesar do forte terremoto que atingiu o país no sábado.
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A Codelco suspendeu a produção do complexo assim como na mina de Andina no sábado após o terremoto de magnitude 8,8 na escala Richter que matou mais de 400 pessoas e abalou a infraestrutura do Chile.
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Interrupções na oferta pelo Chile, que produz um terço do cobre do mundo, poderia elevar os preços do metal na Ásia e na Europa. “Nós vamos provavelmente retomar todas as operações na mudança de turno à tarde”, disse o diretor Ricardo Alvarez, responsável por El Teniente.
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“Nós vamos retomar operações em todas as áreas. Obviamente isto será gradual; primeiro a mina, depois a fábrica e depois a fundição”, disse. Ele não informou quanto tempo levaria para a mina retomar seu nível de produção normal, mas afirmou que o depósito não sofreu danos maiores.
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Ele disse que os problemas com fornecimento de energia estão sendo resolvidos. A mina de El Teniente produz 400 mil t de cobre por ano e é a segunda maior do mundo. Um porta-voz da Codelco disse que as operações na mina de Andina poderiam ser retomadas neste domingo.
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“Esperamos que estas operações voltem à normalidade até o fim do dia”, disse ele. Juntas, as minas de El Teniente e de Andina produzem mais de 600 mil toneladas de cobre por ano.
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Tragédia no Chile
Centenas de pessoas morreram após o terremoto de 8,8 graus na escala Richter registrado na madrugada de sábado (27) no Chile. A contagem de corpos chega a pelo menos 300, e o número de afetados, de 2 milhões, segundo o governo. A presidente Michelle Bachelet declarou “estado de catástrofe” no país.
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O tremor teve epicentro no mar, a 59,4 km de profundidade, na região de Maule, no centro do país e a 300 km ao sul da capital, Santiago. Por isso, foi enviado um alerta de tsunami ao chile, Peru e Equador. Segundo fontes oficiais, o terremoto aconteceu às 3h26 pelo horário local (mesmo horário em Brasília). O número de vítimas mortais e de feridos pode aumentar.
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Efeitos do estrago
Os danos materiais do terremoto ainda estão sendo avaliados. O muro de uma prisão veio abaixo com o abalo sísmico, o que causou a fuga de mais de 200 detentos na cidade de Chillán, a 401 quilômetros de Santiago. O aeroporto internacional de Santiago foi fechado devido a alguns danos em suas instalações, e várias pontes ficaram danificadas. A luz e o serviço de telecomunicações estão cortadas na região metropolitana e em Valparaíso foram registrados danos internos em edifícios. Os bombeiros correm as ruas de Santiago com megafones dando instruções à população.
Em alguns lugares, falta água potável. Pelo menos três hospitais na capital desabaram e na cidade de Concepción, cerca de 400 km ao sul de Santiago, o edifício do governo local desmoronou e pacientes estavam sendo transferidos dos hospitais, segundo rádios chilenas.
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Mais forte que no Haiti
O movimento sísmico, muito mais poderoso que o mortífero terremoto que devastou o Haiti em janeiro, também causou pânico no popular balneário de Viña del Mar. De manhã, policiais e bombeiros percorriam as ruas em distintas cidades do país para verificar a magnitude dos danos e socorrer vítimas.
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O terremoto ocorreu poucos dias antes de completar 25 anos do sismo que causou centenas de vítimas e destruiu várias localidades no litoral central do Chile, em 3 de março de 1985.
Terra