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Renda multiplicada com Aço

Notícias Gerais

28/11/2013


Dos programas de qualificação e formação profissional, as empresas evoluíram para iniciativas de apoio a empreendedores locais em diversas áreas. A estratégia dá resultados em mais de uma direção , embora com o víeis comum de anteder parcerias propostas; pelas prefeituras, movimentos sociais e organizações não governamentais que buscam diversificar a economia muito dependente de grandes empreendimentos da siderurgia e mineração. Parte desses programas tem alimentado a cadeira de produção e gerados novas oportunidades de receitas em torno da própria atividade industrial.; A experiência é vivenciada por David Soares Correa dos Santos, que trabalha por conta própria no ramo da serralheria há mais de 30 anos e hoje pensa ampliar o negócio em Itamarandiba, no Vale do Jequitinhonha.Disposto a valorizar a produção de objetivos em madeira com o uso de aço inoxidável, David Santos integrou um grupo de 24 serralheiros que foram treinados este ano na oficina da Siderúrgica; Aperam, em Capelinha, cidade vizinha da empresa Metalita, criada por David a 22 anos. Sucessora da antiga Acesita , de Timóteo, no Vale do Aço, Aperam resultou do desdobramento da divisão de inox do grupo siderúrgico ArcelorMittal , produzidno aços inoxidáveis, elétricos e especiais. O curso conduzido pela fundação Aperam, braço social da campanha, ministrou técnicas de sondagem e acabamento de material sofisticado e que requer muito cuidado de manuseio.Além do ensino das técnicas, os empreendedores receberam assistência nas áreas de vendas e gerenciamento,; informou o Presidente da fundação Aperam, Venilson Vitorino. Para David Santos, o treinamento, que foi estendido a um empregado da serralheria, representou ganho em qualidade e na capacidade da empresa de; competir no concorrido mercado de serralheria. ? Trabalhamos com um material caro, algo que não se pode desperdiçar. Aprendemos muito também sobre o acabamento de qualidade, que nos permite pensar em crescimento do negócio do futuro, havendo oportunidade?, afirma David.A Metalita produz tóneis e barris, corrimão e guarda-copo , itens que passaram a incorporar o inox com maior frequência graças ao aprendizado no trabalho com aço. Região conhecida pelo trabalho das serralherias e do polo moveleiro, O Vale do Jequitinhonha entrou recentemente no programa de qualificação de empreendedores e trabalhadores desenvolvidos a 15 anos. O objetivo, de acordo com Venilson Vitorino, da fundação Aperam, é estimular a geração de empregos e rendas numa região onde a companhia mantém florestas plantadas para alimentar a fábrica e, ao mesmo tempo, desenvolver o mercado de aplicações da matéria-prima. ? Trabalhamos para fortalecer a cadeira de produção e promover o desenvolvimento da região usando um produto valorizado, afirma.Objetos Variados ? Em Timóteo, onde o programa conta com estruturas do Instituto Inox, 33 empresas foram criadas para produzir artesanato e objetos em aço inoxidável , a exemplo de caixas de correio, churrasqueiras e objetos de decoração. A fundação Aperam estimula que 2.744 pessoas já foram qualificadas em treinamentos com enfoques no aprendizado de manufaturado de aço e no desenvolvimento de empreendedores do ramo. ? Cerca de 75% do pessoal de treinamento trabalha na área metalmecânica?, informa Venilson Vitorino.Em Capelinha, o programa será estendido, com novos treinamentos previstos para 2014 e 2015. Os cursos realizados este ano atenderam empreendedores e empregados das serralheiras das cidades de Itamarandiba, Minas Novas, Veredinha e Turmalina. Vitorino diz que a demanda dos municípios é que vai definir o horizonte do programa, que em Timóteo induziu a criação de um polo de produtores locais, com vendas em praticamente todo o Brasil.O projeto integra o orçamento de R$ 4,3 milhões da fundação Aperam, responsáveis pelos investimentos; sociais da campanha. Em Timóteo, o instituto Inox tem a parceria com a Associação dos Aposentados da empresa. No Vale do Jequitinhonha , o projeto está orçado em US$ 150 mil. As aulas são ministradas em módulos com um total superior a 50 horas de treinamento teórico e prático.Uma ?mão ? para as pequenas empresasAlguns programas de incentivo ao empreendedorismo conseguiram atender além das comunidades mais próximas das unidades fabris das empresas, o que, para o especialista como Rinaldo Mancin, do Insittuto Brasileiro de Mineração ( IBRAM); dá mostra da relação de troca daquelas empresas com população que sofre a influência dos grandes empreendimentos. Nem sempre isto ocorre diretamente. É o caso do Prêmio Micro e Pequena (MPE) Brasil , realizado todo ano pela siderúrgica Gerdau, de Porto Alegre,; por meio do Instituto Gerdau, em parceria com o Sebare Nacional , o Movimento Brasil Competitivo e Fundação Nacional de Qualidade.Mais de 6 mil organizações mineiras se inscreveram na edição deste ano do prêmio, criado como incentivo a micro e pequenas empresas que se esforçaram na aplicação de conceitos de gestão , excelência e qualidade. Ao final da premiação , todas elas recebem um relatório feito sob medida, que indica pontos fortes do gerenciamento da organização e oportunidades para melhorar a performance do negócio. Participam aquelas empresas que têm mais um ano de atuação e apuram receita bruta de até R$ 3,6 milhões por ano. A Gerdau informou que o número de inscrições em 2013 superou 12% registros do ano passado.Mancin, do IBRAM, diz que os avanços da mineração brasileira na incorporação de regras da exploração considerada sustentável , e que, portanto, trata com destaques os investimentos sociais, ainda deixando de fora pequenas empresas do setor. Elas têm dificuldades adicionais num país em que falta acesso a linha de crédito e o dinheiro é caro. ? Envolver essas empresas no conceito da sustentabilidade é desafiador. O Brasil tem muito o que apreender nesse campo com países concorrentes , como a Austrália e os Estados Unidos?, afirma.

Jornal Estado de Minas


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