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Rejeição canadense faz BHP reavaliar planos para Potash

Notícias Gerais

08/11/2010


Executivos da BHP Billiton veem a rejeição preliminar que o governo canadense deu à oferta de US$ 38,6 bilhões pela Potash Corp. of Saskatchewan um obstáculo difícil, e não está claro o que mais ela pode oferecer, disseram pessoas a par da questão.
A mineradora anglo-australiana não quer aumentar sua oferta e ser rejeitada novamente, acrescentaram as pessoas.;A Comissão de Serviços Financeiros de Saskatchewan adiou indefinidamente, a pedido da BHP, uma audiência programada para o dia 8 na qual se discutiria a tentativa da mineradora de derrubar um plano de direitos de subscrição da Potash. O plano, conhecido como “pílula de veneno”, permite que os acionistas atuais da empresa comprem novas ações com desconto caso algum investidor acumule 20% do capital social, o que torna uma aquisição proibitivamente cara. A retirada do pedido da BHP aumentou o pessimismo quanto às chances de algum acordo ser fechado.
Enquanto isso, a fabricante russa de fertilizantes PhosAgro confirmou ontem que está avaliando a compra de uma participação na Potash Corp., e busca apoio para um investimento do Kremlin e de bancos estatais. Um analista do setor considerou a possibilidade “remota” e duvidou que a PhosAgro consiga elaborar uma oferta.
A BHP já tinha se proposto a estruturar o acordo de maneira que a Província de Saskatchewan não perdesse dinheiro, que a diretoria de suas operações de potássio permanecessem em Saskatoon, a sede da Potash, e que houvesse um comitê independente para assegurar que as promessas fossem cumpridas. Depois dessas concessões, ela não se sente compelida a fazer uma nova oferta e está avaliando as opções, inclusive uma retirada, disseram as pessoas.
O governo canadense informou no fim da tarde de quarta que a oferta não satisfazia a exigência de que um investimento estrangeiro desse porte criasse um “benefício líquido” ao país. Ele deu à BHP 30 dias para que voltasse com outra proposta, caso quisesse fazê-lo.
A BHP também avalia aquisições de mais de US$ 10 bilhões no setor de petróleo e gás natural, como no Golfo do México, nos EUA, disseram pessoas a par do assunto. Ela está, ainda, em busca de oportunidades em cobre e outros setores. A BHP pode acelerar a busca desses negócios diante do impasse em torno da Potash Corp., acrescentaram as pessoas.
Se os acionistas da BHP têm esperança de que a empresa adote um plano de recompra de ações caso não consiga fechar a compra da Potash, uma pessoa a par do assunto disse que é cedo demais para dizer se a mineradora pode tomar tal medida. Alguns investidores estavam nessa expectativa. As ações da BHP subiram 5,95% ontem na Bolsa de Nova York.
A Potash também pode ter de acalmar acionistas que vinham apostando numa venda. Muitos de seus mais novos acionistas compraram os papéis da empresa a mais do que os US$ 130 por ação oferecidos pela BHP. O papel estava sendo negociado em torno de US$ 145 antes da rejeição preliminar do governo. A Potash pode estudar uma recapitalização para pagar um dividendo aos investidores, mas é cedo demais para dizer qual será a próxima medida da empresa, disseram pessoas a par da questão.
Na Rússia, a PhosAgro informou num comunicado que está “avaliando tomar parte em uma transação para comprar ações da Potash” e está agora em “intensas consultas com o governo russo e bancos russos e estrangeiros”. A empresa, que tem capital fechado, não fez nenhum comentário adicional, mas informou que comunicaria ao mercado seus planos adicionais depois de 15 de novembro.
Um porta-voz da Potash Corp. se negou a comentar.
Uma pessoa a par da questão disse que a PhosAgro está tentando criar um consórcio para adquirir uma participação na Potash ou propor uma fusão com ela. O presidente do conselho da PhosAgro, Vladimir Litvineko, enviou uma carta ao primeiro-ministro russo Vladimir Putin pedindo seu apoio, disse a pessoa.
A pessoa disse que o vice de Putin, Igor Sechin, pediu aos ministérios russos de Economia, Indústria e Relações Exteriores, bem como ao Serviço de Segurança Federal, ao banco estatal de fomento Vnesheconombank e ao estatal Sberbank, que avaliem a questão e respondam até 12 de novembro.
A Rússia abriga duas grandes produtoras de potássio ? a OAO Uralkali e a Silvinit ?, que estão avaliando fazer uma fusão de ativos para criar uma potência nacional de fertilizantes. A empresa resultante de uma fusão da Uralkali com a Silvinit teria cerca de 30% das reservas mundiais de potassa e 40% das exportações globais.

Zwelangola


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