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Questões ambientais travam investimentos de mineradoras

Notícias Gerais

31/10/2011


Demarcação da área do Parque da Serra do Gandarela atrasa mina da Vale
As questões ambientais têm imposto limites ao avanço da extração mineral em Minas Gerais. Apenas com o adiamento anunciado de três grandes projetos de mineração (Vale, Kinross e CSN), são quase R$ 17 bilhões que deixam de ser investidos em Minas até que empresa e órgãos ambientais cheguem a um termo comum.
Só na região da Serra do Gandarela, que compreende os municípios de Rio Acima, Raposos, Santa Bárbara e Caeté, na região Central do Estado, dois empreendimentos esbarram em questões ambientais.
Um projeto de R$ 4 bilhões da Vale não deve sair do papel até que seja definida a área do Parque Nacional da Serra do Gandarela. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad), organizações não governamentais e a empresa não chegam a um consenso sobre a área e os termos para exploração mineral e a secretaria já sinalizou que não vai conceder licenciamento ambiental até definir a questão. O plano da Vale prevê um potencial produtivo para a mina a ser aberta na região de 37,5 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano. Do investimento total, cerca de R$ 370 milhões seriam ainda para este ano. O impasse vai forçar a mineradora a rever os investimentos na região.
Na mesma área, a mineradora australiana Mundo Minerals divulgou nota informando o fechamento de uma mina subterrânea de ouro em uma área onde está sendo criado o Parque Nacional da Serra do Gandarela. Na nota, a empresa diz que o motivo do fechamento é a demora na concessão de licenças ambientais para um projeto de abertura de uma nova mina na área. A empresa já demitiu 25% do seu efetivo (50 funcionários) e vai manter o restante dos trabalhadores apenas até dezembro, quando a mina será fechada.
Em Paracatu, na região Leste de Minas, a mineradora de ouro Kinross enfrenta problemas para conseguir licenciamento para o seu projeto de expansão e construção de uma nova barragem de rejeitos. Nesta semana, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação cautelar para impedir a mineradora de conseguir a licença de operação do projeto, orçado em R$ 1,12 bilhão. Segundo o MP, as áreas previstas para a expansão pertencem a comunidades quilombolas da região. Por meio de nota, a empresa informou que “cumpriu todas as exigências do órgão ambiental e que está à disposição do MP para esclarecimentos”.
Problemas na concessão de licenças também atrasaram o projeto da Anglo Americana Serra do Espinhaço. A empresa investiu US$ 5 bilhões para produzir 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro. A mina já deveria estar operando desde o início do ano, mas só deve começar a funcionar em 2013.

O Tempo


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