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Quem são os grupos brasileiros que querem a Cimpor

Notícias Gerais

20/01/2010


Existem dez grupos de cimentos no Brasil, responsáveis por cerca de 70 fábricas, o que faz deste mercado um dos mais concorridos. A Votorantim detém a liderança, à frente da Camargo e a grande distância da CSN.
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Votorantim – O grupo é, tal como a Camargo Corrêa, um conglomerado de empresas que vão desde a mineração (é o maior produtor de zinco do Brasil) até à agroindústria (faz parte dos maiores produtores de sumo de laranja concentrado), passando pela pasta e papel, siderurgia e finanças. Em 2008, a Votorantim Cimentos (dona de 41 por cento do mercado brasileiro) teve receitas líquidas de 7724 milhões de reais (3033 milhões de euros, ao câmbio actual). Em 2001 adquiriu a St. Marys Cement, com activos nos Estados Unidos e no Canadá, é dona de 50 por cento da Suwannee (EUA) e parte da chilena Bío Bío. A Votorantim é ainda parceira da Camargo na construção de uma fábrica de cimento no Paraguai, estando as duas empresas também associadas no capital da Usiminas, concorrente da CSN. Contactada pelo PÚBLICO na sexta-feira, fonte oficial da Votorantim Cimentos não negou o seu interesse na cimenteira portuguesa, afirmando apenas que não prestava comentários.
CSN – Criada em 1941 pelo Estado, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) foi privatizada entre 1993 e 1994, fase que ditou o início da sua expansão. A Vicunha, um dos maiores grupos têxteis da América Latina, passou então a ser o principal accionista. Embora a siderurgia seja o seu negócio central, tem também uma forte presença na mineração. A CSN entrou em Portugal em 2003, com a aquisição da Lusosider, uma divisão da antiga Siderurgia Nacional. Este foi um dos raros casos de sucesso da sua internacionalização. Em 2007, perdeu a corrida à Corus, ficando a segunda maior siderúrgica europeia nas mãos da indiana Tata Steel (que já adquirira a Arcelor). Só recentemente é que a CSN decidiu apostar no cimento, tendo a sua primeira fábrica começado a produzir em Maio de 2009. O grupo esperava colocar cerca de 300 mil toneladas no mercado durante o ano passado. Em 2010, pretende produzir um milhão de toneladas e, em 2011, chegar aos 2,5 milhões de toneladas.
Camargo Corrêa – O grupo nasceu a partir de uma construtora criada em 1939. E se é verdade que o grupo tem negócios em diversas áreas, a construção ainda é a principal fonte de receitas. Em 2008 o grupo receitas líquidas de 13,2 mil milhões de reais (5,2 mil milhões de euros). A construção teve um peso de 36,2 por cento, seguindo-se o cimento, com 15,4 por cento, e o calçado, com 15 por cento. O grupo, gerido por Vitor Hallack e detido pelas três famílias herdeiras dos fundadores, é o fabricante das sandálias havaianas. Há cinco anos passou a controlar a Loma Negra, principal cimenteira da Argentina. A operação foi conduzida por José Édison, gestor que lidera os cimentos do grupo, que se está a expandir para Angola e Paraguai.

Público.PT (Portugal)


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