NOTÍCIAS

Queda mundial

Notícias Gerais

21/09/2011


FMI reduz projeções de alta da economia do planeta. PIB do Brasil recua para 3,8% este ano, abaixo da média global de 4%
O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou ontem sua previsão para o crescimento global em 2011 e 2012, em comparação com a previsão anterior divulgada em junho. Em 2011, a previsão de crescimento foi cortada para 4%, ante expectativa anterior de 4,3%. Em 2012 ficou em 4%, de 4,5% anteriormente. O FMI advertiu para as “severas repercussões” para a economia mundial, caso não ocorram ações políticas rápidas dos governos da Zona do Euro e dos Estados Unidos.
Na América Latina, o crescimento do Brasil, principal motor econômica da região, só vence a Venezuela. A taxa brasileira está estimada em 3,8% este ano, a mesma que do México. Em 2012, o país deverá crescer 3,6%. Já a economia da Venezuela, depois de dois anos de contração, vai avançar 2,8% em 2011.
A instituição espera que a economia brasileira cumpra suas metas de inflação, reduzidas nas novas previsões para 6,6% em 2011 e situadas em 5,2% no próximo ano. Com relação à taxa de desemprego, o Fundo prevê que seja elevada de 6,7% em 2011 para 7,5% em 2012.
EUROPA Em seu relatório Perspectivas Econômicas Mundiais, o FMI afirmou que os EUA e a Europa podem sofrer fortes recessões, gerando uma “década perdida” de crescimento, se não houver esforços concertados de governos pelo mundo para evitar isso. O FMI espera que a revisão sombria estimule os ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais ? que se reúnem em Washington nesta semana, em conferências do próprio FMI e do G-20 ? a elaborar um plano de ação cooperativa.
As previsões de crescimento para a Zona do Euro neste ano é de 2% a 1,6%. Para 2012, é de 1,7% a 1,1%, o que confirma a desaceleração do crescimento devido à crise da dívida soberana na Eurozona, segundo o FMI. “A Europa luta contra uma renovada volatilidade nos mercados e riscos crescentes de instabilidade financeira”, afirma o órgão.
AMÉRICA LATINA A América Latina e o Caribe gozam ainda de perspectivas robustas e crescerão 4,5% em 2011 e 4% em 2012 graças às matérias-primas e a sua relativa resistência financeira, assegurou o informe do FMI.
Entretanto, o Fundo reduziu levemente suas previsões para a América Latina em relação a (4,6%), mas a região mantém um bom rumo em linhas gerais, apesar de com variações, segundo cada país.
“As condições financeiras se tornaram de certa maneira mais instáveis com o aumento da sincronização nos mercados mundiais e o aumento da aversão mundial (ao risco), mas o impacto na região foi limitado até agora”, explica o documento.
Os exportadores de matérias-primas do Cone Sul conseguem os melhores indicadores: Argentina crescerá 8% este ano, Chile 6,5%, Paraguai 6,4%, Peru 6,2% e Uruguai 6%. A Colômbia crescerá 4,9% em 2011. o Equador 5,8% e a América Central em seu conjunto 3,9%.
Reflexos negativos no Brasil
Brasília ? O recrudescimento da crise financeira internacional pode implicar em aumento do desemprego e queda da renda dos trabalhadores brasileiros, com reflexo direto no aumento da inadimplência do sistema financeiro nacional. ?O ambiente internacional está perigoso?, admitiu ontem o diretor de fiscalização do Banco Central (BC), Anthero Meirelles, durante a divulgação do Relatório de Estabilidade Financeira, um documento que é divulgado pelo BC a cada seis meses e que avalia a capacidade do sistema financeiro nacional em situação de estresse.
Embora garanta que em todos os testes feitos e mesmo num cenário de piora inimaginável os bancos brasileiros resistiriam, o documento divulgado pelo BC chama a atenção do sistema financeiro para os desafios a enfrentar no médio e curto prazo e que dependem, basicamente, da repercussão interna dos desdobramentos associados ao cenário financeiro internacional. A data-base do documento é junho e, na comparação com dezembro, o Índice de Basiléia, que mede a relação entre empréstimos e patrimônio líquido, recuou de 17,1% para 16,9%.
O índice de inadimplência, referente a operações com atrasos superiores a 90 dias, atingiu em julho 5,2%. É o patamar mais elevado desde fevereiro de 2010, quando esse indicador estava em 5,3%. O diretor do BC explicou que uma inadimplência nesse patamar é resultado das políticas macroprudenciais implementadas e que vem atingindo seus objetivos, como por exemplo, crescimento menor do crédito à disposição de empresas e famílias.
O comprometimento da renda familiar caiu de 26,9% para 21,1% em julho deste ano. ?Esse patamar não é assustador, mas temos que acompanhar de perto?, disse Meirelles.

Estado de Minas


Compartilhe:

Assine nossa newsletter e fique por dentro das últimas notícias do setor INSCREVER