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Quatro empresas de Minas podem estrear na Bovespa

Notícias Gerais

24/02/2012


Companhias são dos setores de construção, cimento e autopeças
Minas Gerais tem 30 empresas que poderiam estrear na Bolsa de Valores por meio da oferta pública inicial de ações (IPO), de acordo com estudo da consultoria PwC. Mas, em 2012, o sócio da PwC, Ivan Clark, calcula que apenas três a quatro companhias, no máximo, devem abrir o capital. “Pelo menos duas estão trabalhando para oferecer IPO este ano ainda”, afirmou Clark, que não quis divulgar nomes. Essas empresas são de setores de construção, cimento e autopeças.
No mercado, os nomes das empresas Ale, Cimentos Liz, Itambé, Algar, Ricardo Eletro e Usiminas Mineração são lembrados como promissoras na oferta de IPOs. Mas a maioria desconversa. O dono da Máquina de Vendas, Ricardo Nunes negou a incursão. “Nem agora nem no próximo ano. Atualmente o foco é em nossas recentes parcerias (HSBC e Bradesco) e na estruturação de diversos setores da nossa operação”, disse.
Para o presidente da Ale, quarta maior distribuidora de combustíveis do país, Marcelo Alecrim, a empresa está preparada para abrir capital. “Embora ainda não tenha definido quando isso irá ocorrer”, disse. O grupo Algar, por meio de nota, disse que sempre avalia as diversas alternativas existentes para financiar seu crescimento, inclusive no mercado de capitais. Porém, o grupo Algar esclarece que “não há nada de concreto neste sentido no momento”.
O presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-MG), José Domingos Vieira Furtado, também acredita que o percentual de empresas mineiras pela primeira vez na Bolsa não deve ser grande. “Se tivermos quatro a cinco empresas novas na Bolsa já está muito bom”, disse Furtado, que em 2008 esteve em Wall Street, meca do mercado financeiro mundial, nos Estados Unidos, com 12 empresas mineiras. O sócio-líder da área de IPOs da Ernest & Young Terco, Paulo Sergio Dortas, disse que quando a consultoria dá cursos em programas da Bovespa, Minas Gerais é o Estado que apresenta maior número de interessados. “O Estado tem muita empresa do interior com grande potencial de crescimento que atende às classes C, D e E”, disse Paulo Sergio Dortas.
No Brasil, o diretor-presidente da Bovespa, Edemir Pinto, disse que existem entre 40 e 45 empresas com planos de abertura de capital. Um cenário tímido se comparado ao dos Estados Unidos. Um levantamento da corretora Cruzeiro do Sul mostra que pelo menos 230 IPOs podem acontecer no mercado norte-americano neste ano, uma amostra da confiança das companhias na recuperação da ainda combalida economia dos Estados Unidos.
O sócio da PwC, Ivan Clark, disse que muitas empresas brasileiras vão precisar buscar recursos no mercado de capitais. “Mas nossas empresas não estão preparadas para receber sócios. Existe um trabalho pela frente com as empresas que são, em grande parte, familiares”, disse Clark.

O Tempo


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