Propostas para a área de mineração no Pará somam R$ 110 milhões em investimentos
01/07/2010
O maior edital feito pelo governo por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa), em parceria com a Vale, é também o que recebeu a maior demanda. Quem garante é o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará (Sedect), João Weyl.
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Caso aprovadas, as 74 propostas submetidas totalizarão aproximadamente R$ 110 milhões em investimentos somente para o Estado do Pará. “Isso é fruto de articulações pesadas para conseguirmos recursos e muito trabalho da nossa equipe para que as propostas fossem construídas e qualificadas”, disse João Weyl. O resultado da avaliação das propostas submetidas sairá neste segundo semestre.
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Foram 74 propostas submetidas, sendo 41 propostas em REDES e 33 propostas individuais, distribuídas em 17 municípios do Estado do Pará. A demanda dos projetos individuais é de R$ 26 milhões, e de REDE é de R$ 84 milhões.
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As articulações começaram ainda no mês de março, culminando em maio, com a realização, em Belém, do Seminário Técnico para a apresentação do edital à comunidade científica do estado e com participação de representantes das Faps parceiras de São Paulo e Minas Gerais.
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A grande demanda de propostas recebidas por este edital vem casar com os esforços que estão sendo feitos pelo Governo do Estado em reverter os fatos históricos que demandam da exploração mineral no Pará, realizada por mais de 50 anos, com apoio estatal e também com empresas do governo federal, como a antiga Companhia Vale do Rio Doce (privatizada em 1998).
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Há três e meio o Governo do Estado vem traçando políticas e parcerias estratégias que vem modificando de maneira profunda as relações históricas de exploração mineral no Pará. E mais uma delas começou a se configurar no final da semana passada.
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A notícia chegou através do comitê gestor do edital construído pelas Fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados do Pará, São Paulo e Minas Gerais em parceria com a Vale, em apoio à pesquisa científica e tecnológica na área da mineração em seus respectivos estados.
De acordo com o relatório enviado pela Fapespa à Sedect, por meio de seu Núcleo de Sistema de Informação e Informática, a submissão de propostas ao edital encerrou com grande êxito.
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VOCAÇÃO
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A natural vocação econômica do Estado entrou para a memória da população como danosa, com riquezas exportadas sem verticalização ou um maior enraizamento social. De acordo com diversos pesquisadores, economistas e sociólogos, isto aconteceu pela própria característica da atividade mineradora, pouco propícia à interação com as culturas locais e, sobretudo, por falta de políticas governamentais que garantissem das empresas participação mais efetiva no desenvolvimento regional.
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Tais características vem mudando de forma sensível nos últimos três anos, com a implementação de políticas que pudessem corrigir os erros do passado. “Ao invés de ações pontuais, passamos a desenvolver projetos a médio e longo prazos com as mineradoras”, diz o titular da Sedect, o Secretário de Estado Maurílio Monteiro.
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Entre as ações já consumadas com a Vale está a construção do maior laboratório de alumínio do mundo que a empresa está realizando no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá, em Belém; ela também já financiou 55 bolsas de mestrado e 18 de doutorado, em cooperação com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Pará; vai investir R$ 40 milhões em redes de pesquisa, também em parceria com a Fapespa e a companhia também já constrói em Belém o Instituto Tecnológico Vale (ITV), para pesquisas na área da mineração.
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Não somente isso, a Vale cedeu, por acordo com o governo do Estado, sua rede de fibra óptica, que abrange cinco municípios e será usada para inclusão digital e outros serviços no programa Navega Pará. A Vale também doou para o governo do Estado equipamentos para a monitoração de queimadas e será uma das empresas-âncora do Parque de Ciência e Tecnologia Tocantins, que o governo constrói em Marabá.
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Entre outras ações, a Vale vai construir, em Marabá, a siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa), que, além de verticalizar o minério, será a âncora de um polo industrial que vai gerar emprego e renda permanentes no Estado.
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“Fortalecemos uma parceria com a Vale que vai focar o desenvolvimento sustentável na região e atrair cientistas e pesquisadores. Estamos começando a fortalecer toda uma relação diferente com estas empresas para que elas mudem a base de sua relação com o Estado e também participem do processo de formação de iniciação científica da região”, finaliza o secretário adjunto da Sedect, João Weyl.
Portal do Governo do Pará