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Projeto Minas-Rio da Anglo pode ter orçamento 15% maior

Notícias Gerais

06/03/2012


Licenças e compra de equipamentos impactam custo
Orçado em US$ 5 bilhões, o projeto Minas-Rio da mineradora Anglo American pode sofrer um aumento de 15%, informou ontem o novo presidente da unidade de minério de ferro da companhia no Brasil, Paulo Castellani Porchia. Segundo ele, o ajuste reflete a demora na obtenção dos licenciamentos e a forte demanda por equipamentos e serviços voltados à infraestrutura no país, o que acaba elevando os custos do projeto.
O executivo revelou ainda que, de 2007 até 2013, o investimento da mineradora no Brasil somará cerca de US$ 14 bilhões, sendo que US$ 7 bilhões correspondem ao pagamento feito pelos ativos adquiridos da empresa de mineração do empresário Eike Batista, em 2008.
Previsto inicialmente para produzir 26,5 milhões de toneladas, o projeto Minas-Rio inclui uma mina, um mineroduto, uma planta de beneficiamento e um porto. Segundo ele, o maior desembolso do projeto será feito este ano: US$ 2 bilhões.
Ainda segundo ele, a Anglo American espera fechar, ainda no primeiro trimestre deste ano, um contrato de fornecimento de minério de ferro para o grupo ítalo-argentino Techint no Brasil. Para atender à demanda da empresa, a Anglo teve de renegociar dois contratos que já estavam firmados com clientes no exterior quando adquiriu o projeto Minas-Rio, em 2008, que abarcavam a compra de todo o minério que será produzido.
“Trabalhamos duro para realocar (a produção) para um comprador local”, disse Castellari, acrescentando que a Techint deve ficar com cerca de um quarto da produção do sistema Minas-Rio. Ele afirmou, ainda, que o cliente local tem planos de expansão. Ao falar do bom relacionamento com a empresa, o executivo destacou que, para a Anglo American, é estratégico ter um comprador cativo dentro do país.
As declarações de Castellari trazem um novo sinal de alento ao projeto de construção de uma siderúrgica pela Techint no Porto do Açu, no norte fluminense, depois que a entrada do grupo ítalo-argentino no capital da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) no fim do ano passado levantou dúvidas sobre seu fôlego financeiro para bancar o novo empreendimento.
Castellari afirmou que o Brasil continuará entre as prioridades da Anglo American. “O Brasil vem sendo e vai continuar sendo uma área de foco”, afirmou. Segundo ele, uma parte substancial da carteira de US$ 90 bilhões em projetos da companhia no mundo contempla o país, não apenas em minério de ferro. “O Brasil está muito bem posicionado (nessa carteira)”, declarou.
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Diário do Comércio


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