Projeto de MDL da Samarco é registrado pela ONU
16/02/2011
Empresa investiu R$ 38 milhões para substituir óleo combustível por gás natural. Estimativa é que o projeto reduza em 10% a emissão de gases de efeito estufa de todas as suas operações. O fenômeno do aquecimento global é uma realidade cada vez mais presente nas pautas de discussões entre diversos setores da sociedade. E neste contexto, a Samarco Mineração desenvolve um amplo Programa de Gestão Ambiental focado na redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). A mais recente conquista aconteceu em dezembro último com o registro do Projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) da empresa pela Convenção Quadro sobre Mudanças Climáticas da ONU.
Trata-se do projeto de substituição do óleo combustível pelo gás natural no processo de queima dos fornos de pelotização de três usinas, localizadas na planta industrial de Anchieta (ES). Com a substituição do combustível, finalizada em outubro de 2010, a Samarco começou a reduzir as emissões de GEE, contribuindo para o combate ao aquecimento global. Com o uso do gás natural, a empresa deixará de emitir o equivalente a 160 mil toneladas de gás carbônico por ano.
“Com o registro na ONU, todos os gases de efeito estufa que a Samarco deixar de emitir nos fornos de pelotização poderão ser transformados em Redução Certificada de Emissões (RCE), o chamado crédito de carbono. Isso acontecerá após recebermos uma verificadora credenciada que irá checar nosso sistema de monitoramento de emissões nas usinas de pelotização”, explica o analista de Meio Ambiente da Samarco e um dos autores do projeto de MDL, Thales Crivelli Nunes.
O volume equivalente a 160 mil toneladas de gás carbônico que deixará de ser emitido pela Samarco anualmente poderá gerar até US$ 2,5 milhões com a venda de créditos de carbono para a empresa. E mesmo antes de se iniciar no mercado de créditos de carbono, a Samarco já vem recebendo propostas de potenciais compradores, de instituições financeiras, empresas de energia, consultorias, ONGs, entre outras.
Saiba mais
Os Créditos de Carbono são certificados gerados por projetos que, comprovadamente através de metodologias, reduzam ou absorvam emissões de gases do efeito estufa. Os compradores destes créditos são empresas ou governos de países desenvolvidos que precisam alcançar metas de redução destas emissões, e os vendedores são diversificados, dependendo do país de origem do projeto. Reino Unido, Suíça e Japão são os maiores compradores de créditos de carbono, enquanto China, Índia e Brasil são os que mais vendem.
Assessoria Samarco