Programa nuclear gera polêmica sobre quebra do monopólio
24/07/2008
A criação do comitê de desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro, somada à declaração feita na semana passada pelo ministro das Minas e energia, Edison Lobão, que planeja iniciar as obras da Usina Angra 3 já em setembro, reacenderam a discussão em torno da quebra do monopólio na exploração do Urânio brasileiro. O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) defende a abertura do mercado tanto para as empresas nacionais quanto para grupos multinacionais. Já a Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben) propõe uma abertura gradual, fazendo-se necessário um levantamento mais minucioso das reservas e o uso que será feito do minério no País para autorizar a quebra total do monopólio. Para o presidente da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Alfredo Tranjan Filho, o monopólio na exploração de urânio no Brasil não existe, pois o estatuto de criação da empresa permite a operação com parceiros privados. Ainda segundo Tranjan, antes de se discutir a abertura da exploração e a possibilidade de exportação de excedente, é preciso que o País defina melhor qual será o seu programa nuclear. O Brasil é dono da sexta maior reserva de urânio do mundo.
Brasil Mineral