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Produtores de granito investem em tecnologia

Notícias Gerais

04/08/2015


Com investimentos em tecnologia de ponta, pesquisas e processos, os produtores de granito do País buscam ampliar mercados e conquistar mais espaço no cenário mundial, que atualmente tem Estados Unidos, Índia e China como os principais players. O Brasil já é o terceiro maior exportador de granito do mundo, sendo o estado do Espírito Santo responsável pela metade da produção de rochas ornamentais e por mais de 70% das exportações.;De acordo com a superintendente do Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas (Centrorochas), Olívia Tirelo, os empresários brasileiros têm se empenhado em aumentar os investimentos em tecnologia avançada, cujas máquinas e insumos são importados em grande parte da Itália. O País é o principal comprador de tecnologia italiana, de onde vêm os teares multifios diamantados.;Tirelo observa que só o estado do Espírito Santo conta com mais de 260 teares multifios, entre nacionais e italianos, que permitem triplicar a produção quando comparada aos processos a lâmina. Ele afirma ainda que há espaço para o setor crescer nos mercados nacional e internacional, não apenas pela qualidade, estética e variedade das rochas brasileiras, mas também em produtos acabados como pisos, fachadas e soleiras.;Na mesma linha, o geólogo Chiodi Filho observa que o setor de rochas é ponto fora da curva no cenário econômico do País, ampliando suas exportações e a participação de produtos industrializados, com maior valor agregado. ?Nos tornamos o principal centro mundial de lavra e beneficiamento de rochas duras, como a maior parte das exóticas. Temos a melhor tecnologia de lavra de maciços rochosos?, compara o geólogo.;Em sua opinião, o País vive a segunda onda exportadora de chapas, e persegue a terceira onda de produtos acabados. Para os Estados Unidos, 100% das exportações são de chapas, enquanto para a China, por interposição de barreiras tarifárias para rochas processadas, são exportados exclusivamente blocos. ?Há muita frente para crescer no mercado chinês.?;Internamente o País consome cerca de 70 milhões de m² por ano de rochas ornamentais processadas, em geral empregadas em obras como shoppings, aeroportos e construção civil. São Paulo responde por 50% desse consumo. Já as exportações brasileiras, ainda que representem 0,5% de tudo o que o Brasil remete ao exterior, tem receita de US$ 1,3 bilhão, com saldo positivo na balança de pagamento acima de US$ 1 bilhão. A atividade representa 8% do PIB do Espírito Santo, onde todos os 78 municípios do estado produzem rochas processadas. O estado possui 1 mil jazidas em atividade e 50% de tudo o que se produz internamente em matéria de pedras ornamentais.;O conjunto de negócios e atividades atrelados ao setor de rochas ornamentais movimenta, apenas no Brasil, mais de US$ 5 bilhões/ano, dos quais US$ 1,3 bilhão corresponde ao faturamento com exportações. A capacidade instalada anual gira em torno de 93 milhões de m2equivalentes de chapas serradas em teares. No ano de 2014 foram produzidos cerca de 80 milhões de m2 dessas chapas, dos quais 58,5 milhões de m2 foram destinados ao atendimento do mercado interno e 21,5 milhões m2 ao mercado externo.;O consumo interno aparente de rochas ornamentais e de revestimento, quando incluídos os materiais de processamento simples e os materiais importados, somou 75,5 milhões m2 equivalentes. Esse consumo brasileiro evoluiu de 66,1 milhões m2, em 2010, para os atuais 75,7 milhões. No mesmo período, as exportações de chapas evoluíram de 14,4 milhões m2 para os referidos 21,5 milhões, dos quais 85% devidos aos EUA.

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