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Produção minerasl do Pará dobra valores em dois anos

Notícias Gerais

25/07/2010


A produção mineral do Pará alcançou no ano passado o valor geral de comercialização de R$ 11,656 bilhões. Na comparação com o ano anterior, houve um ligeiro decréscimo, da ordem de 5,95%. Em 2008, o valor geral de comercialização alcançara a casa R$ 12,394 bilhões, de acordo com dados fornecidos pelo Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia.
 
Em 2008, ano da crise financeira global, as vendas não foram afetadas porque estavam em vigor os contratos de fornecimento firmados com antecedência. O efeito da crise se fez sentir no ano seguinte, com a queda observada no valor de comercialização das nossas commodities minerais. Esta é a explicação fornecida pelos técnicos do DNPM para o recuo de quase 6% observado no movimento financeiro de 2009.
 
Do total comercializado pelo Estado do Pará no ano passado, a maior parte ? R$ 8,056 bilhões, o equivalente a 69% ?, corresponde ao minério de ferro. Outros dois minerais com participação expressiva na receita do setor são a bauxita, com receita de R$ 1,361 bilhão (12% do total), e o cobre, cujo valor de comercialização alcançou R$ 1,069 (9%). O levantamento do DNPM mostra que os três produtos ? ferro, bauxita e cobre ? respondem, somados, por 90% do valor gerado pela comercialização de minérios em 2009.
 
De acordo com o economista André Luiz Santana, da Superintendência local do DNPM, o valor da produção mineral paraense quase que duplicou em apenas cinco anos, considerando-se o período de 2005 a 2009. Mantendo trajetória ascendente, ele saiu de R$ 6,553 bilhões em 2005 para R$ 7,724 bilhões em 2006 e chegou a R$ 8,301 bilhões em 2007. Em 2008, mesmo com a crise econômica mundial pelo meio, o valor da produção mineral do Pará alcançou o recorde histórico de R$ 12,394 bilhões.
 
Nesse período, a participação do cobre no valor geral caiu de 12% (em 2005) para 9% no ano passado. O da bauxita também registrou declínio, saindo de 16% em 2005 para o patamar mais modesto de 12% em 2009. O minério de ferro, ao contrário, registrou nesse período trajetória ascendente. Ele saiu de um patamar de 58% em 2005 para a chegar ao ano passado com uma participação de 69%, performance que se explica pela alta contínua de preço do minério de ferro no mercado internacional.
 
Os números do DNPM mostram que o grosso da produção mineral paraense continua tendo como destino o mercado internacional. Em 2008, por exemplo, enquanto a comercialização externa alcançava R$ 10,2 bilhões, a interna se limitava a R$ 2,1 bilhões, valor quase cinco vezes menor. No ano passado a proporção se manteve. A comercialização interna alcançou a cifra de R$ 1,9 bilhão, enquanto as vendas externas somaram R$ 9,6 bilhões.
 
No mercado interno, um produto com participação bastante razoável é a água mineral, cuja comercialização em 2008 rendeu R$ 20,9 milhões, sem disponibilidade de dados sobre as vendas para o exterior. No ano passado, a comercialização de água mineral no mercado interno totalizou R$ 27,2 milhões, enquanto a comercialização externa alcançou R$ 2,1 milhões.
 
Se o ferro, o cobre e o manganês são as vedetes do setor mineral no comércio com o exterior, no mercado interno, embora tenham também participação razoável, os grandes destaques, além da água, são a bauxita e o ouro. As vendas internas de bauxita, insumo básico da indústria de alumínio, renderam R$ 933,5 milhões em 2008 e R$ 1,102 bilhão no ano passado, enquanto a receita do ouro passou no mesmo período de R$ 141,7 milhões para R$ 202,5 milhões, uma alta de 42,9%.

Diário do Pará


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