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Produção mineral diversificada aumenta receita do Pará

Notícias Gerais

17/09/2008


Verticalização da indústria mineral inclui investimentos em municípios, trabalhadores e fornecedores na região

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) aponta em estudo que a China importou 964 milhões de dólares em minérios da Amazônia Legal no período de janeiro a agosto de 2008. De acordo com André Reis, Coordenador;do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM-Amazônia), esse volume de negócios corresponde a 25% das exportações minerais da Amazônia.;Os outros mercados consumidores são;o Japão (15%) e a Alemanha (9%).

A diversificação da indústria de base e de transformação, que reúne minérios e produtos como bauxita, cobre, ferro, ouro, manganês, níquel, alumina, alumínio, caulim e silício metálico, é um dos atrativos do mercado mineral na Amazônia Legal. “A verticalização da cadeia produtiva começou em 1985. Naquele momento, havia, de um lado, a demanda por alumínio por parte do Japão, principalmente. E, do lado do Brasil, a oferta de energia, através de Usina Hidrelétrica de Tucuruí, além, logicamente, da abundância de minério no subsolo paraense, disponível para a transformação. Com isso, foi possível a produção de alumínio e silício metálico”, relata o consultor do IBRAM-Amazônia Alberto Rogério da Silva, que falará sobre “Potencialidades Minerais na Amazônia” na palestra que vai proferir no I Congresso Internacional de Mineração da Amazônia, que será realizado pelo IBRAM – paralelamente à I Exposição Internacional de Mineração da Amazônia (Exposibram), em parceria com o Governo do Estado e a Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), no mês de novembro, em Belém.

Estão em andamento, atualmente, no Pará projetos de extração de ouro em Itaituba, ferro e manganês em Parauapebas, ferro em Floresta do Araguaia, bauxita em Paragominas e Oriximiná, cobre em Canaã dos Carajás, caulim em Ipixuna do Pará, ferro-gusa em Marabá, silício metálico em Breu Branco, alumina, alumínio e fio de cabos de alumínio em Barcarena. O aumento na receita do Produto Interno Bruto (PIB) é um dos benefícios da presença destes empreendimentos nestes municípios. Em 2007, o PIB do Pará foi de US$ 30 bilhões e a participação da indústria mineral representou 26,7%. “As indústrias de base e de transformação mineral proporcionam o crescimento e uma reoxigenação na economia destes municípios e do estado?, destaca Rogério, ressaltando que até 2012 devem estar em funcionamento novos projetos minerais em oito municípios paraenses.

Impulso – A cadeia de fornecedores locais também se beneficia com os empreendimentos minerais. De acordo com dados do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF), da Fiepa, a indústria de base mineral efetivou compras no valor de US$ 790 milhões no Pará em 2007, representando um avanço de 25% em relação a 2006.

Além dos benefícios econômicos para os municípios, estes empreendimentos impulsionaram, nos últimos anos, o mercado de trabalho na região. Estudos do IBRAM apontam que, em 2007, a indústria da mineração ? na maior parte do tempo ? liderou o crescimento do emprego no Pará. Comparado a 2006, mostrou avanço médio de 30%. Atualmente, o setor emprega cerca de 60 mil pessoas em todo o Estado. Esse número deve crescer em torno de 50% até 2012.

Temple Comunicação


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