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Produção de agregados aquece a economia do país

Notícias Gerais

05/11/2010


Produção de agregados movimenta cerca de R$ 8,3 bilhões; e é responsável por 68 mil empregos diretos.
Os agregados naturais ? representados por pedra britada, areia e ca­scalho ? encontram-se entre os recursos naturais mais abundantes e consti­tuem matéria-prima básica para a construção civil.
A produção brasileira desses agre-gados supera atualmente a de minério de ferro, carro-chefe da mineração e um dos garantidores do saldo positivo da balança comercial. Segundo Paulo Camillo Vargas Penna, diretor presidente do Ibram ? Instituto Brasileiro de Mineração, este é um sinal de que há uma melhoria na qualidade de vida, visto que a produção desses minérios resulta em mais saneamento, habitação, infraestrutura de transporte, e em outras obras de utilidade pública.
De acordo com a Anepac ? Associação Nacional de Entidades e Produtores de Agregados para a Construção Civil ? a produção de agregados totalizou 481 milhões de toneladas em 2009, superando a produção de minério de ferro, que atingiu 310 milhões de toneladas. O estado de São Paulo representa o maior produtor e consumidor de agregados, com absorção de 31% deste total.
O segmento de produção de agregados movimenta atualmente cerca de R$ 8,3 bilhões em negócios e é responsável por 68 mil empregos diretos. Estima-se fechar o período 2010-16 com crescimento acumulado de 29%, percentual que tende a crescer devido à Copa do Mundo, aos Jogos Olímpicos e ao PAC 2 ? Programa de Aceleração do Crescimento.
Apesar dos índices econômicos favoráveis, o segmento de mineração de agregados enfrenta também obstáculos, tais como legislação ambiental cada vez mais restritiva, dificuldades de obtenção e renovação de licenças, excesso de tributação, informalidade, sistema precário de distribuição nas regiões metropolitanas, dentre outros. Por ser uma atividade geralmente inserida o mais próximo possível a áreas urbanas ? visto que o custo do transporte responde por cerca de 2/3 do preço final do produto ? enfrenta também o problema de falta de ordenamento territorial municipal.
Embora a mineração de agregados modifique a topografia dos terrenos, resultando na abertura de grandes cavidades, é possível promover o reaproveitamento das áreas após a extração, ainda que estejam em regiões habitadas. Podemos citar como exemplos de reaproveitamentos a raia olímpica da USP em São Paulo e o parque onde foi construída a Ópera de Arame, em Curitiba.
Referência:Artigo publicado no Jornal Folha de São Paulo (Caderno Mercado) em 15/09/2010 por Paulo Camillo Vargas Penna
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