Produção chilena de cobre cai 3,2% em 2011
31/01/2012
A produção mineral do Chile, um importante produtor nesse setor, obteve, em dezembro, o maior patamar dos últimos quatro anos. A alta foi de 2,8% em relação a igual período de 2010.
Essa recuperação do setor no fim do ano não foi suficiente, no entanto, para impedir que a indústria acumulasse queda de 0,9% na produção total de 2011, em relação à de 2010.
Os dados são do INE (Instituto Nacional de Estatísticas do Chile). Na avaliação dos analistas desse instituto, essa redução de produção se deve tanto a fatores climáticos como a greves e queda no teor do cobre produzido.
Esse metal é o principal item da pauta de exploração da mineração chilena.
A produção de cobre subiu para 509 mil toneladas no mês passado, 2,2% mais do que em dezembro de 2010, mas no acumulado do ano recuou para 5,2 milhões de toneladas. O volume anual indicou uma redução de 3,2% em relação ao de igual período anterior.
Segundo os analistas do INE, a conjuntura internacional tem sido favorável às vendas de cobre, principalmente com o avanço da urbanização chinesa.
O crescimento registrado pela China e pelos países em desenvolvimento garante mercado para o metal, segundo esses analistas.
Para este ano, apesar dos problemas vividos pela zona do euro, o mercado espera uma elevação de 8% a 10% na produção chilena de cobre.
O mercado de cobre já refletia no final do ano, no entanto, um aumento de estoques e os efeitos da crise europeia. Os preços de dezembro foram 14% inferiores à média de US$ 7.700 por tonelada registrada nos negócios de 2011. Esse valor médio superou em 17% o de 2010.
Essa elevação de preço permitiu um avanço de 9% nas receitas com as exportações de cobre, que atingiram
US$ 48,2 bilhões, segundo o Banco Central do Chile.
O INE informou também que a produção de ouro cresceu 5,5% no ano passado, em relação à de 2010. A de mo-libdênio teve evolução de 4% no mesmo período.
Folha de São Paulo