Processamento a seco em Candiota
17/01/2011
A primeira planta de processamento a seco de carvão mineral no país será instalada na mina de Candiota, no Rio Grande do Sul. Ainda sem data de instalação definida, a unidade, cujo investimento previsto ficará entre R$ 50 milhões e R$ 100 milhões, terá capacidade para processar até 600 t de carvão por hora, com o objetivo de obter concentrados com teor de cinza de 45% e teor de enxofre de 1%, menores que os padrões encontrados na mina.
Desenvolvido pela UFRGS e Unipampa, em parceria com a Companhia Riograndense de Mineração (CRM) ? detentora dos direitos minerários de Candiota ? e Eletrobras CGTEE, o projeto tornará o processo de beneficiamento de carvão que atende à usina Presidente Médici (446 MW) independente do uso de água.
A primeira fase dos trabalhos já está concluída. Nessa etapa, foi feita a caracterização do material por meio de testes na Universidade de Aachen, na Alemanha, nos quais se constatou que o teor de cinza do carvão de Candiota era de cerca de 60% e o de enxofre, aproximadamente 4%. Em seguida, foram ainda analisadas as rotas tecnológicas para operar o beneficiamento do mineral.
Na segunda etapa, antes mesmo da aquisição da planta, será instalado junto à estação de britagem da mina de Candiota um equipamento de testes com capacidade para processar 50 t/h, a fim de viabilizar a seleção de camadas diferentes da jazida a serem beneficiadas. ?Temos a intenção, inclusive, de gerar material para ser queimado na usina termelétrica para adquirirmos dados industriais de combustão?, conta o pesquisador da UFRGS, Carlos Hoffmann Sampaio.
O sistema, que demandará investimentos da ordem de R$ 6 milhões, será operado pelas universidades envolvidas no projeto. Todos os recursos devem ser aportados pela CRM.
Brasil Energia Online