Principais executivos de mineradoras debatem desenvolvimento sustentável da Amazônia
07/11/2012
07/11/2012 – Os municípios mineradores devem ter melhor gestão dos recursos provenientes da atividade mineral, preparando-se para o momento em que as minas chegarem ao final de suas operações. A mensagem partiu do secretário de Indústria, Comércio e Mineração do Estado do Pará (SEICOM), David Leal. Ele cita como exemplo Itabira, município de Minas Gerais, que criou um fundo para financiar outras vocações econômicas naquela localidade, prevendo o fim da atividade mineral local. Para que esse exemplo seja realidade no Pará também, o Governo do Estado está elaborando um plano de mineração próprio. ?Queremos dar um choque de gestão nos prefeitos dessas localidades para que tenham condições de utilizar bem os recursos financeiros (arrecadados a partir da atividade mineral)?, justifica o secretário.
O assunto foi abordado durante talk show realizado durante o 3º Congresso Brasileiro de Mineração da Amazônia, em Belém (PA).
O debate sobre o tema ?Mineração e o Desenvolvimento Local e Regional? reuniu o secretário David Leal, o presidente da Mineração Rio do Norte (MRN), Júlio Sanna, o presidente da Anglo American, Paulo Porcha, e o diretor superintendente da Votorantim Metais, Tito Martins. O Congresso e a Exposição Internacional da Amazônia (EXPOSIBRAM 2012) são organizados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).
Tito Martins informou que a Votorantim Metais elaborou estudo de viabilidade para implantar um complexo industrial composto por mina de bauxita e refinaria de alumina no município de Rondon do Pará, promovendo a verticalização da produção. Mesmo acabando de aportar no Pará, a Votorantim Metais já sabe que exercer a mineração no estado é ter que lidar com uma legislação ambiental sólida, mas não inibidora da atividade produtiva.
Os empresários afirmaram que apesar dos impactos no meio ambiente, as mineradoras têm seus compromissos de reconstituir o que foi impactado e de evoluir mais nas questões sociais. ?A licença social para operar, quem nos dá, é a comunidade?, reflete Paulo Porcha, da Anglo American. Diante desse promissor cenário, o Pará pretende consolidar seu protagonismo na produção mineral brasileira. ?Contaremos com instrumentos mais modernos para a gestão pública mais eficiente?, disse o titular da SEICOM.
As questões sociais ocupam a pauta das mineradoras instaladas no Pará, como a MRN, que desde o final a década de 70 opera em Porto Trombetas, região Oeste do Pará, e daquelas que preparam sua chegada ao estado, como é o caso da Votorantim Metais.
Tito Martins admite que as empresas devem se comunicar mais e melhor com as comunidades e os demais públicos de interesse. De acordo com ele, quem está envolvido no processo produtivo tem que entender que nem todo mundo que está ?do outro lado? tem a percepção dos fatos.
?Essa é uma lição de casa que devemos fazer?, alerta o presidente da Anglo American, justificando que as pessoas necessitam entender que a mineração é o começo de uma cadeia de valor de produtos essenciais em suas vidas. Júlio Sanna, da MRN, completa que ao dar importância à comunicação e ao diálogo com as partes interessadas, as empresas conseguem se antecipar a questões que podem impactar em seus negócios.
David Leal diz que o Governo do Pará entende que a mineração é o setor prioritário para a economia do Estado. Tanto é que a SEICOM e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) juntaram-se para melhorar os licenciamentos ambientais de projetos no Pará já a partir do primeiro semestre de 2013. Nesse contexto, Tito Martins avisa que o Pará hoje sinaliza bem melhor para as empresas que querem se estabelecer no Estado do que há anos atrás. Para David Leal, as empresas necessitam de estímulo. Para isso, avisa que o Governo do Estado está concluindo a Lei de Incentivo Fiscal destinado às empresas que agregarem valor à produção.
A EXPOSIBRAM 2012 tem o patrocínio de Vale S.A., Votorantim Metais, Anglo American, Hydro, Sindicato Nacional da Indústria da Extração do Ferro e Metais Básicos (Sinferbase), Geosol, Hyundai Heavy Industries Brazil, Deltamaq, Mineração Rio do Norte, FGS Brasil, Alcoa, Imerys, Mobil e General Electric. O evento conta com apoio de: Governo do Pará, Hangar Centro de Convenções & Feiras da Amazônia, Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral) e da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa).
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