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Presidente da Vale demonstra otimismo sobre futuro da mineração brasileira

Notícias Gerais

25/09/2013


O Diretor-Presidente da Vale S.A. (www.vale.com), Murilo Ferreira, disse;no dia 24/09 que o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM -www.ibram.org.br) conduz adequadamente os contatos com a sociedade para ?harmonizar? a relação com o setor mineral nas discussões sobre o novo Marco Regulatório da mineração, projeto sob análise do Congresso Nacional. Na pessoa do Diretor-Presidente do IBRAM, José Fernando Coura, Murilo Ferreira, disse que a atuação do Instituto na questão do marco tem sido um ?trabalho excepcional. Está ouvindo as bases, os prefeitos, as comunidades, as pequenas, médias e grandes empresas envolvidas com a mineração?
Segundo o executivo, ?trata-se de um trabalho dificílimo construir esta harmonia entre a sociedade e o setor mineral. José Fernando Coura é um baluarte extraordinário na defesa dos interesses não só das mineradoras, mas também das comunidades onde essa indústria atua?.
Perspectivas otimistas para próximos 20 anosMurilo Ferreira apresentou palestra com o tema?As perspectivas da mineração no Brasil? no segundo dia do 15º Congresso Brasileiro de Mineração, em Belo Horizonte (MG).
A EXPOSIBRAM 2013 e o 15º Congresso Brasileiro de Mineração (www.exposibram.org.br) são realizados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM ? www.ibram.org.br), no Expominas, em Belo Horizonte. Ambos os eventos acontece até o dia 26.
?A urbanização das economias emergentes e o consequente crescimento das cidades se constituirá numa das alavancas da expansão econômica global nos próximos 15 a 20 anos. É esperado que um bilhão de novos consumidores surjam nos próximos 15 anos?, disse, citando como países demandantes de minérios brasileiros especialmente a China, a Índia e os demais países com alta densidade populacional. ?Somente esses dois países têm pela frente um longo processo de urbanização?, acrescentou.
Segundo o executivo, ?esses novos consumidores demandarão construção de residências, shopping centers e infraestrutura urbana, além de bens de consumo duráveis e proteínas. Para satisfazer o aumento de demanda serão necessários consideráveis investimentos em mineração?. Seis novas megacidades devem surgir na China em um período de 15 anos para acomodar parte do processo de urbanização, disse. ?São localidades que terão padrão populacional asiático, como em Tóquio, por exemplo, que tem mais 35 milhões de habitantes?, informou.
A demanda chinesa por minérios será motivada por fatores gerais, como a construção de arranha-céus, de prédios comerciais e de infraestrutura e pela elevação do consumo de bens duráveis e proteínas. ?O desenvolvimento da infraestrutura segue como prioridade dado que a China se conscientizou há muito tempo de que a economia moderna depende de boa infraestrutura de logística, energia e telecomunicações?, disse.
Murilo Ferreira citou dados projetados sobre investimentos chineses nos próximos anos em sua apresentação. Em termos de ferrovia, em 2007 a China contava com 78 mil km de linhas e projeta para 2015 chegar a 120 mil km; em termos de rodovia, em 2007 havia 54 mil km e estima atingir 139 mil km em 2020; sobre aeroportos, em 2007 os chineses contabilizavam 148 e em 2020 deverão ser 240 unidades.
Outro foco de crescimento na China que abrirá oportunidades para uma maior venda de minérios brasileiros é o total de habitantes com carro. Atualmente, de cada 1000 pessoas, apenas 43 têm carro, enquanto que na Comunidade Europeia este número é de 487 habitantes, nos Estados Unidos de 626 e no Japão de 452.
Investimentos bilionários no Brasil
Murilo Ferreira também abordou os investimentos bilionários na expansão de projetos e na implantação de novos empreendimentos minerários no Brasil. ?A Vale está implementando no Brasil vários projetos de mineração e logística com investimento total de US$ 34,2 bilhões, com entrada em operação entre 2013 e 2016?, disse.
Ele destacou o projeto S11D, no Pará. ?Considero o S11D o terceiro marco da Vale na história da mineração global. O primeiro foi em 1966 com a construção do porto de Tubarão (ES); o segundo foi em 1985 quando a empresa abriu o projeto na Serra dos Carajás, em plena Amazônia com a produção de 30 milhões de toneladas de minério de ferro. Agora, no S11D a produção será de 90 milhões de toneladas?, disse.
O executivo também pontou as contribuições do setor mineral e, em particular da Vale S.A., para o Brasil, entre as quais, a atração de divisas: ?Somente a Vale contribuiu com 99,9% do superávit comercial acumulado do País nos últimos cinco anos?, disse.
As atividades de mineração beneficiam vários setores da economia brasileira, afirmou. ?Um amplo conjunto de setores industriais e de serviços é positivamente afetado pela mineração. Estima-se, por exemplo, que as compras da Vale no Brasil somaram US$ 25,3 bilhões em 2012. Dada a abrangência de seu alcance, estima-se que a mineração gere no Brasil 2,2 milhões de empregos diretos?.
Ele também ressaltou que a indústria da mineração investe pesado no Brasil: “O setor requer investimento de volumes substanciais de capital. A Vale investiu no Brasil US$ 42,6 bilhões entre 2008 e 2012”. O presidente da Vale disse ainda que a companhia negocia com os Estados Unidos a venda de pelotas de minério de ferro, oportunidade aberta pela recuperação do mercado siderúrgico naquele país.
Por fim, Murilo Ferreira considerou que as mineradoras que atuam no Brasil, em especial em áreas remotas, de difícil acesso e sem infraestrutura suficiente enfrentam ?situação desfavorável? em relação aos competidores estrangeiros, como Austrália, que ainda se benéfica da maior proximidade com mercados consumidores, a exemplo de China e Índia. As mineradoras têm que investir em construção de toda uma infraestrutura e logística, o que encarece os empreendimentos minerais, em relação aos implantados em países mais avançados nessas áreas. A qualidade dos minérios brasileiros, no entanto, aparece como contrapeso e acabam sendo fator preponderante para boa parte do sucesso dos projetos minerais.
Crédito: Evandro Fiuza

IBRAM ? Profissionais do Texto


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