Preço do minério de ferro deve ficar estável por 2 a 3 meses
08/12/2011
Segundo executivo da Vale, valor do minério deve se manter entre US$ 140 e US$ 150 a tonelada no período
SÃO PAULO – O preço do minério de ferro tomou uma tendência de queda, mas os valores devem ficar estáveis em um período de dois a três meses, afirmou o diretor executivo de minério de ferro e estratégia da Vale, José Carlos Martins, em apresentação do Vale Day, que está acontecendo em Londres e tem transmissão pela internet. Segundo o executivo, os preços devem se manter, nesse intervalo, em um patamar de US$ 140 e US$ 150 a tonelada.
Um dos motivos para a recente queda, segundo o executivo, é o período de sazonalidade, com aumento da produção do minério de ferro tanto no Brasil quanto na Austrália. Além disso, ele destacou a situação macroeconômica mundial. Por outro lado, disse que no início do ano há o período de chuvas no Brasil, fato que também fará com que ocorra um aperto da oferta.
O executivo destacou ainda que os contratos para a precificação do minério de ferro estão cada vez mais flexíveis e mais próximos do preços no mercado spot (à vista). Martins disse que a companhia está negociando com os clientes, caso a caso, para a definição dos modelos.
Martins disse que grande parte dos contratos fechados neste trimestre estão no novo modelo e que a tendência é que os preços realmente fiquem mais próximos do preço à vista.
Já o diretor de Finanças da Vale, Tito Martins, disse que a expectativa é que as economias de países emergentes cresçam cerca de 5% e 5,5% nos próximos cinco anos e as economias maduras cerca de 2% nesse período.
O executivo disse ainda que um dos fatores que deverá impulsionar o crescimento será o mercado de construção, com a migração da população chinesa do campo para os centros urbanos.
Aquisição
O diretor de Finanças da Vale, Tito Martins, disse que mineradora está atenta para boas oportunidades de aquisições em todo o mundo, apesar de essa não ser a prioridade da companhia no momento.
“Em ordem de sermos uma companhia competitiva, devemos olhar os ativos de baixo custo e com qualidade. Essa não é nossa prioridade, mas assumimos que podemos fazer”, disse. Além disso, o executivo afirmou que a mineradora precisa olhar também para novas reservas minerais, mas que a competição para isso é muito grande.
O Estado de Sâo Paulo