Potássio: MG terá projeto de R$ 280 mi
06/04/2011
Planta industrial para beneficiamento do mineral está prevista para ser concluída no 2º semestre de 2013.
A Verde Fertilizantes, sediada na Capital e controlada pela canadense Amazon Mining, assinará hoje o protocolo de intenções do projeto “Cerrado Verde – O potássio de Minas Gerais” com o governo do Estado, orçado em R$ 280 milhões e que deve gerar 286 empegos diretos e 1.330 indiretos. A empresa irá explorar o minério na região do Alto Paranaíba. Estima-se que as reservas sejam da ordem de 105 milhões de toneladas. A unidade industrial está prevista para ser inaugurada no 2º semestre de 2013. O DIÁRIO DO COMÉRCIO já havia antecipado o assunto.
A solenidade contará com a presença do governador Antonio Anastasia, da secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, do CEO da Amazon, Cristiano Veloso, e do vice-presidente de Operações, Mauricio Sampaio.
Com isso, Minas Gerais dará um passo importante para diminuir a dependência de fertilizantes adquirido no mercado internacional. O Brasil importa 92% do insumo necessário para abastecer o país. Os principais fornecedores são a Rússia, o Canadá e a Alemanha.
O mercado brasileiro de potássio é estimado em US$ 4 bilhões ao ano. No entanto, hoje, no país, existem apenas duas plantas de extração de potássio, Taquari-Vassouras e Carnalita, em Sergipe. Taquari-Vassouras foi arrendada pela Vale da Petrobras em 1991. Ambas estão sob controle da mineradora.
Em Minas, Uberaba (Triângulo Mineiro) já é um importante polo de fertilizantes, tendo como âncora a Vale Fertilizantes (ex-Fosfertil), responsável pelo abastecimento de 40% do mercado brasileiro. Na região, estão as maiores jazidas brasileiras de rochas fosfáticas: a de Tapira, que atende à planta de Uberaba, e a de Salitre, que atenderá à nova unidade da empresa em Patrocínio, no Alto Paranaíba.
Veloso, que está à frente da Amazon, ficou conhecido por ser um dos mais jovens empreendedores a apostar na bolsa de valores. Nascido em Belo Horizonte, criou a empresa em Londres, e abriu o capital da Amazon na bolsa do Canadá, em 2007. O IPO lhe rendeu US$ 16 milhões, o que proporcionou tirar do papel o projeto, localizado nos municípios de Abaeté, Cedro do Abaeté, São Gotardo, Matutina e Tiros. Ao todo, são 119 mil hectares.
O mineral será extraído da rocha verdete, rica em potássio, por meio de um sistema térmico, que usa o calor para separar o potássio da rocha. Estima-se que a rocha potássica tenha um teor superior a 10%.
A secretária Dorothea Werneck já havia adiantado sobre o baixo teor. Mas com o elevado preço do insumo no mercado internacional o negócio passou a ser viabilizado. Ela ainda disse, na ocasião, que a empresa além de extrair o mineral ainda fará o beneficiamento. O segmento de fertilizantes é visto pelo governo como prioridade.
Diário do Comércio – MG