Porto chinês quer se aproximar da Vale
15/02/2012
O Porto de Dalian, na China, disse estar procurando mais cooperação com a Vale, aparentemente se aproximando da maior produtora de minério de ferro do mundo após Pequim ter proibido no mês passado os supernavios da companhia de atracarem no país.
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Em comunicado em seu site, o porto afirmou esperar “fortalecer a comunicação e continuar a aprofundar a cooperação para obter um resultado em que os dois lados saiam ganhando”.
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A declaração aconteceu após uma visita na semana passada do diretor da Vale para metais ferrosos e estratégia, José Martins.
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No comunicado, o porto afirmou ter melhorado a infraestrutura em seu ancoradouro com capacidade para 300 mil toneladas para atender “às exigências para grandes navios atracarem e às necessidades para transferências”.
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O porto, no entanto, não deu nenhum detalhe e ainda não está claro se Pequim permitirá receber embarcações com base no aumento de capacidade.
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A China é o maior importador de minério de ferro do mundo, e a Vale está gastando bilhões de dólares em supernavios, os Valemaxes, para cortar custos de transporte e acelerar os envios para o país asiático.
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Os planos da mineradora, no entanto, tiveram a oposição da influente Associação dos Armadores Chineses, temerosa de que os supernavios prejudiquem a indústria naval chinesa.
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Os protestos da associação fizeram o Ministério dos Transportes chinês vetar em janeiro a entrada nos portos chineses dos Valemaxes e de qualquer outro navio cargueiro com capacidade acima de 350 mil toneladas.
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O Porto de Dalian permitiu o primeiro, e até agora o único, Valemax a atracar no país, em 28 de dezembro, mas apesar desta abertura o porto não pode passar por cima do veto sem a permissão do governo chinês.
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Fontes do setor dizem que a entrada do Berge Everest, da Vale, se deveu principalmente ao fato de o porto, naquela época, ser capaz de ignorar, por motivos de segurança, o governo central.
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A Vale deve começar a operar um centro de distrbuição de minério de ferro nas Filipinas nesta semana e está construindo um terminal na Malásia que ficará pronto até 2014, tomando uma rota mais cara para chegar à China.
Reuters