Polícia descobre esquema de fraude em mineração
17/07/2008
Amapá. Esquema supervalorizava região para atrair capital estrangeiro
Polícia descobre esquema de fraude em mineração
Entre os envolvidos estão a empresa Mineração Cachoeira e a Junta Comercial
Macapá. A Polícia Federal deflagrou ontem no Amapá a operação Akator para desmontar um esquema de fraudes envolvendo servidores do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Junta Comercial do Amapá (Jucap), empresários do ramo da mineração e a empresa Mineração Cachoeira Ltda, subsidiária da International Gold Resource (IGR), uma holding que controla várias empresas de mineração.
Dos 10 mandados de prisão, oito foram cumpridos até o fim da tarde de ontem. Foram presos o ex-chefe do DNPM-AP, João Batista de Azevedo Picanço Neto, Joana Biraci da Silva Borges (funcionária do DNPM-AP), a vice-presidente da Junta Comercial do Amapá, Maria Angélica Corte Pimentel, o empresário do ramo de mineração, Vinício Branco, além de Marcos Gaspar Sayd, José Carlos Duarte, Gildácio José de Lima Araújo e Lucila Nunes da Silva, ligados à Mineração Cachoeira.
“O maior crime cometido por essas pessoas foi lesar investidores internacionais na Bolsa de Valores do Canadá”, disse o diretor do DNPM Celso Marques Junior. Ele explicou que a Mineração Cachoeira detinha autorização do DNPM para realizar pesquisa no distrito de Lourenço, município de Calçoene (AP), mas o relatório da pesquisa apresentava dados inverídicos, superestimando o potencial mineral da região.
Caberia ao DNPM fazer a checagem destes dados, o que não foi feito. O DNPM avalizou o relatório da mineradora que, valendo-se disso, atraía investidores internacionais. O crime vinha sendo cometido há um ano e meio.
O Tempo – 16/07/2008