Planta de tratamento de monazita em Omã tem start-up previsto para 2016
08/10/2013
A canadense Medallion Resources pretende construir uma planta para beneficiar monazita na zona econômica de Duqm, cidade portuária de Omã. O comissionamento e start-up foram marcados para o primeiro trimestre de 2016. Atualmente, existem plantas de tratamento de monazita em menor escala na China, na Índia e no Brasil. A estratégia da Medallion é atingir depósitos passíveis de mineração de baixo custo.
Em junho, um memorando de entendimento (MoU) foi assinado em conjunto com a Takamul, empresa de investimentos estatal de Omã, para assegurar a viabilidade do desenvolvimento e operação do projeto. A Medallion e a Takamil se comprometeram a formar uma joint venture, sendo que 60% da participação serão da empresa canadense.
Estudos técnico e financeiro devem ser concluídos no segundo trimestre de 2014. A construção da planta está prevista para o primeiro trimestre de 2015, na costa de Wusta, eixo emergente de Omã no âmbito industrial.
A moderna planta de tratamento em Duqm vai ter capacidade de produção de concentrado com 10 mil toneladas de óxidos de terras-raras. Esses óxidos são usados em componentes para equipamentos eletrônicos, turbinas, veículos híbridos, entre outros. O custo de capital para manter o tratamento da planta é avaliado em cerca de US$ 50 milhões.
Em julho, a Medallion anunciou a assinatura de outro MoU, dessa vez com a Arab Mining, empresa da Jordânia, uma joint controlada por 11 governos e quatro empresas estatais da Liga Árabe de Nações. O memorando de entendimento garante à Arab Mining direito de exclusividade para negociar termos de investimento ou participação em uma joint venture cujo controle majoritário pertença à Medallion.
O material para alimentar a planta será de areias pesadas que contém monazita. A empresa pretende, também, atingir depósitos passíveis de processos metalúrgicos que levem, a curto prazo, à produção de terras-raras e, a longo prazo, à oferta de baixo custo.
A monazita, fonte original de comércio de terras-raras, é um fosfato mineral, historicamente minado em depósitos de bancos de areia. No Brasil, o beneficiamento de monazita, que contém urânio e tório, foi suspenso pelas Indústrias Nucleares do Brasil (NB) devido ao aumento da oferta de compostos de terras raras oriundos da China, que tornou o projeto pouco atraente.
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