Pecém faz 2ª exportação de minério de ferro
04/04/2011
Globest também estuda a instalação de uma nova estrutura de armazenamento e exportação do minério
Um volume de 52 mil toneladas de minério de ferro foi exportado, na última semana, do Ceará para a China. Ocorrida um pouco mais de um ano após a primeira operação do tipo, realizada através do Porto do Pecém, esta segunda carga possui uma significativa importância: ela marca a entrada efetiva do produto na pauta de exportações cearenses, já que se pretende, a partir de agora, realizar um escoamento frequente, a cada dois meses.
O minério é explorado pela Globest, empresa ligada à iniciativa privada chinesa, que possui suas principais lavras no distrito de São José do Torto, em Sobral. A nova remessa, entretanto, foi em volume inferior à primeira, na qual foram exportados 70 mil toneladas do insumo, que é a principal matéria-prima para a atividade siderúrgica. Aquela primeira exportação configurou o maior embarque registrado no Ceará desde 1906, na época em que o transporte marítimo de cargas era realizado através da Ponte Metálica.
De acordo com o diretor comercial da Cearáportos, Mário Lima Júnior (que também desempenha a função de diretor de infraestrutura), a redução foi por conta do navio que carregou o minério, que possuía uma capacidade menor.
Contudo, a partir de agora, diz, o porto deverá realizar a operação com 70 mil toneladas novamente, que ocorrerá a cada 60 dias, em média. Saindo do Pecém em direção à China, a embarcação percorre o caminho em um período de aproximadamente 40 dias. O atraso no processo de exportação do minério ocorreu, segundo já informou ao Diário do Nordeste uma fonte da empresa, por conta de uma readequação pela qual a planta da Globest em Sobral precisou passar no ano passado.
A razão para isso foi o fato de que os novos volumes retirados do solo vieram com características diferentes aos daqueles que foram inicialmente explorados. Também contribuiu com o atraso da exportação o período chuvoso, neste ano. A Globest também estuda a instalação de uma nova estrutura de armazenamento e exportação para o minério. Hoje, ele é estocado no Porto do Pecém, em um espaço na retroárea do terminal com capacidade de armazenagem para 100 toneladas do produto. No mês passado, a fonte da empresa informou que existem várias alternativas para a resolução dessa questão. “Estamos em fase de discussão, mas isso depende do apoio do governo”, apontara. Entretanto, a fonte afirmara que ainda é bastante preliminar a definição do que será feito. “Isso é para ser discutido daqui a cerca de seis meses”.
Diário do Nordeste