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Paranapanema revisa plano de investimento para R$ 727 milhões

Notícias Gerais

15/08/2011


SÃO PAULO ? No balanço em que reporta prejuízo de R$ 23,54 milhões no segundo trimestre, a Paranapanema informou que seu plano de investimento em expansão orgânica para o período de 2011 a 2013 prevê agora aportes de R$ 727 milhões.
Houve uma revisão do programa, antes estimado em R$ 702 milhões, em decorrência da realocação de R$ 25 milhões para a fase 1 da expansão na fábrica de laminados da Eluma, subsidiária de semimanufaturados de cobre do grupo. Esses recursos estavam previstos antes em outros projetos e manutenção.
Na segunda fase do projeto na Eluma – cuja conclusão é prevista para até dezembro de 2013, com o investimento total de R$ 312 milhões -, a capacidade de laminação a quente subirá de 60 mil para 200 mil toneladas ao ano, enquanto a laminação a frio avançará de 28 mil para 55 mil toneladas anuais.
O plano do grupo inclui ainda R$ 72 milhões na duplicação da fábrica de tubos, para 36 mil toneladas ao ano, além de R$ 290 milhões na modernização e ampliação no refino de cobre, que subirá de 230 mil para 280 mil toneladas ao ano.
A Paranapanema pretende também erguer uma planta de refino de metais preciosos, como ouro, prata e platina – que podem ser obtidos como subprodutos no processo de beneficiamento do minério de cobre. O investimento previsto nessa unidade é de R$ 28 milhões, com inauguração prevista até o término de 2012.
Somando os recursos previstos nesses empreendimentos com os desembolsos em outros projetos e manutenção, os aportes planejados pela Paranapanema até 2013 chegam a R$ 955 milhões. A empresa pretende captar recursos de terceiros para custear R$ 702 milhões do total.
De janeiro a junho, os investimentos somaram R$ 66 milhões, destinados, principalmente, ao aumento de capacidade instalada das operações em São Paulo e Bahia. A empresa acredita que a maturação de projetos de expansão contribuirá para a melhoria de margens no médio e longo prazo.
Em seu balanço trimestral, a companhia expressou perspectivas favoráveis sobre o comportamento do mercado no segundo semestre. Nesse sentido, observou que a demanda por produtos de cobre é sazonalmente mais forte na segunda metade do ano.
A Paranapanema também cita estratégias em curso com o objetivo de melhorar a rentabilidade e reduzir custos, o que inclui a busca de alianças estratégicas com pequenas e médias mineradoras no suprimento de cobre.
No segundo trimestre, o resultado da companhia foi pressionado por aumentos em custos de produção e despesas operacionais. Na comparação anual, a receita líquida cresceu 76,6%, para R$ 1,1 bilhão no período de abril a junho. Mas o montante foi corroído por custos de produção da ordem de R$ 1,09 bilhão.
Pesou no resultado o aumento de 30,2% no preço médio do cobre. A companhia diz ainda que as margens foram pressionadas pelo peso maior de produtos de menor valor agregado no mix e pelo impacto da desvalorização do dólar no resultado em reais das exportações.
Com isso, o resultado operacional medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou positivo em apenas R$ 7,75 milhões, bem abaixo dos R$ 53,47 milhões do segundo trimestre de 2010. Em um ano, a margem Ebitda ? que mede a relação entre esse indicador e a receita líquida ? despencou, de 8,5% para 0,7%.
No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a Paranapanema acumulou lucro líquido de R$ 7,21 milhões, marcando queda de 90,1% em relação aos ganhos do primeiro semestre do ano passado (R$ 72,82 milhões).

Valor Econômico


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