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Pará receberá investimentos de US$ 40 bilhões até 2014

Notícias Gerais

02/12/2010


Só o projeto Serra Sul (S11D) criará mais de 14 mil empregos, mas escassez de mão de obra treinada é obstáculo
O setor mineral no Pará vive um ótimo momento. A expectativa é de que até 2014 o Pará receba US$ 40 bilhões em investimentos no setor que, após a crise econômica mundial, está aumentando seus investimentos nos projetos já existentes e ampliando sua capacidade em novos projetos, como tem feito a Vale, com o projeto Serra Sul (S11D), que investirá US$ 11,2 bilhões nos próximos anos no Estado, gerando mais de 14 mil empregos. ?Os elos que ligam a extração à transformação mineral também serão intensificados em 2014, porque além de receber uma nova refinaria de alumina, em Barcarena, o Pará adentrará de vez na siderurgia, por meio da produção de bobinas e placas de aço?, disse o presidente do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), Eugênio Victorasso.
O novo cenário do setor mineral no Pará é bastante positivo, segundo Victorasso. De acordo com ele, a verticalização da produção de ferro atrairá novos investimentos para o Estado, como empresas de material ferroviário, naval, tubos, móveis, botijões, eletrodomésticos da chamada ?linha branca?, como geladeiras e fogões, entre outros segmentos. Com isso, além de alavancar a economia, aumentará a oferta de empregos e a geração de renda. A estimativa do setor produtivo é de que para cada emprego formal direto gerado na indústria extrativa, outros 13 postos de trabalho são gerados ao longo da cadeia produtiva.
O coordenador do Instituto Brasileiro de Mineração da Amazônia (Ibram) e também coordenador do Simineral, André Reis, destaca que o setor mineral responde por 8,5% do PIB dos Estados da Amazônia Legal. Porém, a estimativa é de que após a implantação de projetos da cadeia produtiva mineral, como a siderúrgica Alpa, a participação aumente para cerca de 20% do PIB. ?O Pará de hoje tem o setor produtivo que mais investe e que menos degrada, que atua com responsabilidade sócio-ambiental e que vai trazer desdobramentos para a economia paraense, sobretudo a partir da consolidação da siderurgia no Estado?, disse André Reis.
A avaliação do coordenador do Ibram é também bastante positiva para os próximos dez anos. ?Em dez anos, o Pará terá uma indústria extrativa ainda mais forte, dos pontos de vista, qualitativo e quantitativo, e com uma indústria de transformação mineral consolidada, proporcionando condições de multiplicação do emprego e renda, através das novas indústrias que estão por vir?, disse Reis, acrescentando que a geração de emprego e renda no setor aumente em pelo menos 15% na próxima década.
Victorasso destaca, no entanto, que embora o cenário atual seja excelente e as expectativas para a próxima década, melhor ainda, é preciso que haja mais investimentos públicos na formação e qualificação profissional para atender a demanda que a indústria terá nesse período vindouro. ?Alguns desafios ainda precisam ser vencidos, entre eles, superar a escassez de mão-de-obra qualificada, pois a carência de trabalhadores qualificados na cadeia produtiva mineral ainda é um dos principais obstáculos enfrentados pelo setor?, alertou o presidente do Simineral, destacando que o número de geólogos e engenheiros formados a cada ano é insuficiente para suprir a demanda local do setor.
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Projetos (excluída a Vale)
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Metal / Minério
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Município
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Teck Cominco
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Níquel
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Parauapebas e Curionópolis
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Gm4 Grupo Oportunity
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Ferro
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Parauapebas
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Companhia Nacional de Mineração
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Ouro
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Cachoeira do Piriá
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Iamgold
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Ouro
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Cumaru do Norte e Santana
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Vertical
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Ferro
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Curionópolis
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Xstrata
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Cobre
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Parauapebas
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Xstrata
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Níquel
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Xinguara
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Aura Gold
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Ouro
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Santa Maria Cumaru
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Mineração Caraíba
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Cobre
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Tucumã
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Codelco
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Cobre
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São Felix do Xingu
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Codelco
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Ferro
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Bannach
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Votorantim Metais
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Níquel
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Xinguara
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Estrela
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Ferro
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São Fenix do Xingu
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Brazauro, Eldorado
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Ouro
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Itaituba
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Verena
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Ouro
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Altamira e Senador José Porfírio
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Serabi / Eldorado
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Ouro
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Rurópolis
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Rio Tinto
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Bauxita
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Monte Alegre e Alenquer
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Companhia Brasileira de Alumínio (CBA)
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Bauxita
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Paragominas, Ulianópolis, Dom Eliseu, Rondon e Goainésia do Pará
;Fonte: Fiepa – Programa Fornecedores do Pará

Minérios e Minerales


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