Para Mineradora, a riqueza de Alagoas vem do Semiárido
20/01/2010
Alagoas possui 102 municípios, sendo que 38 estão na região do Semiárido, o que representa 37,60% do Estado. Mais de 800 mil pessoas vivem nos municípios desta região, localizados entre o Agreste e o Sertão. É nesta região que a Mineração Vale Verde (MVV) se instala.
Dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DPNM) indicam que, em 2007, a produção mineral chegou a render R$ 4,3 milhões, mas havia sofrido uma redução de 20% em relação ao ano anterior. O melhor desempenho foi em 2006, quando a produção alcançou R$ 5,4 milhões. Estes são dados oficiais, mas que ainda não levam em consideração os resultados que podem chegar a centenas de milhões com a implantação da MVV nos próximos anos.
Ainda conforme relatório do DNPM, pouco mais de 65% do valor da produção mineral no Semiárido alagoano foi obtido na produção de calcário em Belo Monte, 34% na produção de brita em Arapiraca e valor inferior a 0,5% na produção de areia em Pariconha. Belo Monte reduziu a produção de 2005 a 2007 de mais de R$ 500 mil para aproximadamente R$ 300 mil. Arapiraca ao contrário, cresceu de R$ 100 para 130 mil.
Apesar da ainda pequena produção mineral no Semiárido, restrita atualmente a apenas ao calcário e a brita, a geração no setor só tem crescido nos últimos anos. O pessoal ocupado nessas atividades é de aproximadamente 90 a 120 trabalhadores com carteiras assinadas. Neste último ano, somente com a fase de pesquisas, a MVV já contratou 77 pessoas, entre técnicos de nível superior e assistentes. A maioria moradores da região de Craíbas e Arapiraca.
Mas, para ter acesso as vagas a serem abertas nos próximos anos, que podem chegar a 2 mil, os trabalhadores precisam de qualificação. O diretor da MVV, Carlos Bertoni, tem reiterado a necessidade de abertura de mais vagas em cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA), como forma da comunidade assegurar os empregos que surgirão.
?A Mineracao Vale Verde prevê até 2 mil postos durante a construção (período de dois anos) e de 700 postos diretos durante a operação. A preocupação da mineradora é a baixa qualificação da população da região para os postos que serão criados?, alerta.
Carlos Bertoni ressalta ainda que a instalação de uma mineradora consiste em ?quebra-cabeças?, em que as diversas peças devem entrar em seus lugares através de estudos, pesquisa, testes, etc. ?A decisão final sobre os detalhes do projeto deverão ser tomadas em meados de 2010?, destaca.
Para quem já trabalha na mineradora, o que vem pela frente poderá ser ainda melhor. O exemplo de como a mineração pode transformar vidas para melhor, pode ser visto pelo crescimento de Jairon Menezes na empresa. Há dois anos e meio inserido no projeto de Serrote de Laje, para instalação da mineradora em Craíbas, ele começou a trabalhar como auxiliar de campo. Ativo e bastante interessado, o jovem de 30 anos logo chamou a atenção dos diretores, que decidiram promovê-lo para o cargo de assistente administrativo.
Consciente das possibilidades de crescimento, Jairon atualmente faz curso técnico em segurança do trabalho, setor no qual ele está atuando na empresa. A formação está sendo ofertada pela mineração.
?Futuramente, se Deus quiser, passarei a ter cargo de técnico em segurança do trabalho. Para mim está é uma oportunidade única. Trabalhar em uma empresa de grande porte e fazer por onde crescer e ser reconhecido. Aqui só tenho perspectivas de crescimento?, comemora Jairon Menezes.
Agência Alagoas