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Para Ibram, taxação na mineração já é bem elevada

Notícias Gerais

16/09/2008


As tentativas de elevar os royalties que as mineradoras pagam pela sua produção no Brasil podem impedir os investimentos no país, afirmou um economista do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) nesta segunda-feira.

Governadores dos principais Estados produtores do Brasil defendem os aumentos, argumentando que o Brasl tem um dos menores royalties do mundo.
Mas Antonio Lannes, gerente de dados econômicos do Ibram, afirma que o argumento é falho e que um aumento pode acabar sendo um erro.
“O Brasil pode ter royalties mais baixos em alguns casos, mas quando se olha tudo, incluindo taxas, tem uma das maiores cargas tributárias”, disse Lannes.
Lannes explicou que pesquisas conjuntas realizadas pelo Ibram e pela consultoria Ernst & Young sobre as taxas pagas por empresas mineradoras no Brasil em relação a outros países mostram que o País está em situação menos favorável do que quando se observa apenas os níveis de royalties.
“Acho que o Brasil tem um dos maiores níveis de taxas gerais”, disse ele. “(Elevar os royalties) pode trazer problemas com investimento e reduzir a competitividade dos metais brasileiros porque as empresas teriam que pagar mais taxas”.
Tomando a Austrália como exemplo, ele afirmou que os royalties são mais altos lá, mas que a carga financeira como um todo é mais leve do que no Brasil, quando se avalia o conjunto das taxas.
Na semana passada o Ibram revisou suas estimativas para investimentos no setor de mineração do Brasil para US$ 57 bilhões para o período entre 2008 e 2012, ante previsão anterior de US$ 42 bilhões.
Isso representa mais do que o dobro dos US$ 24 bilhões que o instituto havia estimado para 2007-2011. A maior parte dos fundos será para o setor de minério de ferro, dominado pela Vale, maior exportadora do mundo.
Lannes afirmou que essa estimativa é para “projetos concretos”, sendo que alguns já foram iniciados, reduzindo a probabilidade de que o valor caia dramaticamente devido à queda dos preços dos metais.
“Além da China, existe demanda da Índia, que é um país bastante populoso que precisa de infra-estrutura. Com o Japão e a Europa estagnando, as pessoas acreditam que a demanda dos países do Bric permanecerá forte”, disse ele, referindo-se à sigla para Brasil, Rússia, Índia e China.

Paraíba Online


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