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Pará é o maior gerador de empregos formais no extrativo mineral na região Norte

Notícias Gerais

01/03/2012


Nova pesquisa sobre os números do emprego com carteira assinada na Região Norte revela que o Pará, nos últimos 12 meses, registrou quase 2.500 postos de trabalho no extrativo mineral. Os novos números do setor são divulgados pela Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda (Seter) e o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese-Pará).
O material foi elaborado pelo Dieese-PA, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, e faz parte do Observatório do Trabalho do Pará – um convênio de cooperação técnica entre o Governo do Estado, por meio da Seter, e o Dieese-Pará. O relatório mostra saldo positivo com crescimento de 1,22% em todo o Pará: 351 admissões contra 148 desligamentos – 203 postos de trabalho. Em janeiro de 2011, o setor também apresentou saldo positivo no Estado, mas um pouco menor do que o deste ano: 307 admissões contra 133 desligamentos – saldo positivo de 174 postos.
O estudo mostra que, em janeiro de 2012, a maioria dos Estados do Norte registrou saldos positivos de empregos formais no extrativo mineral. E mais uma vez, o Pará obteve a maior geração (203 postos). E foi seguido pelo Amapá (70 postos). O destaque negativo foi o Tocantins (perda de 38 postos); seguido do Amazonas (menos 10 postos). De acordo com o Dieese-PA, em janeiro deste ano foram feitas 613 admissões contra 383 desligamentos no extrativo mineral em todo o Norte – saldo positivo de 230 postos de trabalho e crescimento de 1% na geração de empregos formais.
Nos últimos 12 meses (fevereiro/2011 a Janeiro/2012), a nova pesquisa revela que também houve saldo positivo de empregos formais no extrativo mineral em todo o Pará: 4.529 admissões contra 2.032 desligamentos – 2.497 postos de trabalho e crescimento de 17,37%. Os demais Estados do Norte, segundo dados do Caged, também apresentaram resultados positivos de empregos formais no período. A exceção foi o Tocantins (perda de nove postos). O maior destaque, novamente, foi o Pará (2.497 postos). Foi seguido pelo Amapá (635 postos) e Rondônia (300 postos). Nos últimos 12 meses, foram feitas 7.919 admissões contra 4.164 desligamentos no extrativo mineral de toda a Região Norte – saldo positivo de 3.755 postos de trabalho e crescimento de 19,29%. E, segundo o Dieese-PA, desse saldo, 66% (os 2.497 postos já citados acima) foram gerados no Pará.
Estima-se que a mineração tenha movimentado 11 bilhões de dólares em 2011 no País ? 20% a mais do que em 2010. É o que afirma Juan Carlos Belausteguigoitia, economista ambiental e chefe do Banco Mundial para a América Latina e Caribe, em entrevista à Agência France Presse. Ele disse que esses números do Brasil mostram que ?está havendo um grande avanço no setor em relação à legislação ambiental, mas ainda há muito a fazer. Agora, quanto maiores as empresas que exploram o extrativo mineral, mais contas elas têm de prestar e mais probabilidade de melhorar seus desempenhos minerais?.

Agência Pará de Notícias


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