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Para corretora, Mosaic se tornou uma aquisição menos estratégica para Vale

Notícias Gerais

03/02/2010


Na noite da última quinta-feira (28), a Vale assinou um contrato de opção de compra da participação da Yara no capital da Fosfertil (FFTL4), num valor de US$ 785 milhões. De acordo com comunicado da Vale, o acordo faz parte do processo de aquisição de 100% do capital da Bunge Participações e Investimentos.
Com a aquisição, a participação da mineradora na Fertifos, empresa controladora pela Fosfertil, passou para 66,6%. Seguindo a linha de ação, o próximo passo seria comprar a participação da Mosaic nas duas empresas. Contudo, analistas da Itaú Corretora demonstram que esta não seria a melhor opção para a Vale.
“Agora que a Vale controla as decisões na Fertifos, a Mosaic se tornou uma aquisição menos estratégica”, apontam eles, que acreditam que a Mosaic procura um preço maior do que aquele ofertado pela mineradora brasileira para a venda de sua participação na Fosfertil. Se a Vale aumentar sua oferta terá de fazer o mesmo com a Bunge e a Yara, alvos principais do plano da empresa, conforme seu comunicado.
Fechamento de capital
A Itaú Corretora também abordou outro ponto controverso que circunda o negócio: os rumores de que a Vale irá fechar o capital da Fosfertil. Para os analistas, estes rumores também não correspondem com a estratégia da empresa.
Com a atual estrutura de acionistas, a Vale já detém o controle da Fosfertil, o que lhe permitiria vender parte das ações preferenciais da empresa no mercado, elevando-a para a categoria de Novo Mercado na BM&F Bovespa, afirmam os analistas. “Isto transformaria a Fosfertil em um veículo para adquirir outros ativos (do setor) de fertilizantes ao redor do globo, em linha com a estratégia da Vale”.

Info Money


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