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Ouro encerra junho como melhor investimento

Notícias Gerais

02/07/2012


Na outra ponta, após três meses como melhor aplicação, o dólar encerrou junho como o pior investimento, ficando atrás do Ibovespa.
Com ganhos de 2,33% no mês, o investimento em ouro apareceu como destaque no ranking de aplicações.
Especialistas acham que a tendência é o preço continuar a subir este ano. Em Nova York, a estimativa dos especialistas é que a cotação alcance US$ 1,9 mil até dezembro.
Para quem está pensando em investir, o consultor financeiro Gustavo Cerbasi faz a seguinte ponderação: enquanto os títulos do governo têm comportamento previsível, o ouro se guia pela oferta e demanda e pela aversão a risco.
“Ou seja, há aumento da cotação na crise causada pela maior demanda, mas não está condicionado a indicadores. Depende, portanto, do humor do mercado”, alerta.
E investir é muito mais simples do que se imagina. É possível comprar o metal em formato de barras, contratos no mercado à vista e futuro na bolsa de valores e aplicar em fundos de investimentos que acompanham a cotação do ouro.
No entanto, Cerbasi alerta: “O ouro ainda não desperta grande interesse dos investidores no país, por isso sua baixa liquidez”. Na carteira, recomenda o especialista, o metal deve ter espaço limitado a não mais do que 10%. “Por ser um instrumento defensivo, o importante é antecipar as tendências, o que não é fácil”.
Já o dólar, que ficou até ontem como segundo melhor investimento no mês (+2,97%), caiu forte nesta sexta-feira (29/6), levando a divisa para o pior investimento no período.
O motivo segundo André Ferreira, diretor da Futura Corretora, foi a emissão de contratos de swaps feita pelo Banco Central (BC) e a notícia de que a Zona do Euro fechou acordo para recapitalizar bancos.
A moeda americana encerrou o pregão com queda de 3,18%, resultando em uma perda mensal de 0,40%.
“O dólar não é um bom investimento, pois é um ativo controlado”, disse o diretor, que recomenda para os interessados um investimento máximo de 20% do patrimônio.
Ferreira afirma ainda que o dólar está passando por um momento de estresse, mas ele acredita que o ativo deve se acomodar nos próximos dias no patamar entre R$ 1,90 a R$ 1,95.
Ibovespa
A crise econômica mundial tem afetado o rendimento daqueles que apostam na bolsa. Com isso, o Ibovespa fechou junho com desvalorização de 0,25%, ficando a frente apenas do dólar.
A queda do índice paulista tem como motivo o receio diante do cenário econômico na Europa.
De acordo com o administrador de investimentos, Fabio Colombo, o mercado brasileiro seguiu o desempenho mediano das bolsas mundiais. “Em termos estatísticos, a projeção para os próximos 12 meses é um ponto médio de 69 mil pontos para o Índice Bovespa.”

Brasil Econômico


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