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Os caminhos que levam à conquista do mercado de fertilizantes

Notícias Gerais

17/01/2010


Vale oferece US$ 3,8 pela Bunge
Brasil, uma potência agrícola, busca a auto-suficiência em adubos
A Vale está disposta a pagar até US$ 3,8 bilhões para comprar os ativos da Bunge no segmento de fertilizantes. O valor não deve ser ultrapassado, uma vez que foi feito por técnicos da companhia brasileira. O negócio com a Bunge Brasil, subsidiária da Bunge Limited, inclui a participação de 42,3% da empresa na Fosfértil, a maior produtora brasileira de matérias-primas para fertilizantes. Entretanto, as duas empresas informaram que nenhum acordo ainda foi assinado, conforme comunicado conjunto divulgado nesta sexta-feira pelas duas empresas.
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A transação irá fortalecer a Vale no segmento de fertilizantes, uma vez que em 2003 a mineradora vendeu sua participação na Fosfértil para Bunge por R$ 240 milhões. Em comunicado divulgado ao mercado a Vale diz que “o portfólio total de ativos compreende minas de rocha fosfática e unidades de produção de fertilizantes intermediários com base em fósforo (fosfatados) e nitrogênio (nitrato de amônio e uréia)…”.
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Fosfértil
A Fosfértil já havia informado ao mercado que a Bunge negociava a alienação de sua participação majoritária na empresa de fertilizantes e de insumos químicos para a Vale. E acrescentou que a alienação, “caso consumada, não obriga a realização de oferta pública de aquisição de ações preferenciais de emissão da companhia”.
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Nos nove primeiros meses de 2009, a Fosfértil registrou receita líquida de US$ 937,2 milhões, forte queda em relação ao mesmo período de 2008 (US$ 1,64 bilhão), quando o setor de fertilizantes registrou um boom, embalado pelos preços recordes de produtos agrícolas. E a Bunge do Brasil é também uma das maiores empresas brasileiras do setor de alimentos, atuando na área de processamento de soja e trigo, além de cana-de-açúcar.
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Informações não oficiais que circulam pelo mercado diz que a Vale também estaria interessada na Mosaic, cujo acionista majoritário é a Cargill, concorrente da Bunge no segmento de commodities agrícolas. Mundialmente, a Bunge fornece fertilizantes a produtores agrícolas, origina, transporta e processa oleaginosas, grãos e outras commodities agrícolas. Além disso, fabrica produtos alimentícios para clientes comerciais e consumidores, além de fornecer matérias-primas e serviços à indústria de biocombustíveis. A Fosfértil também atua como fornecedora de insumos para empresas químicas, mas 70% de sua receita vem da área de fertilizantes.
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Estratégia
O interesse da Vale na área de fertilizantes não é novidade. No ano passado, circularam informações no mercado de que a mineradora estaria interessada na Mosaic, cujo acionista majoritário é a Cargill, concorrente da Bunge no segmento de commodities agrícolas. Mas as informações não se confirmaram.
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Além disso, a expansão das atividades da Vale no setor é estratégica, não apenas do ponto de vista do negócio, mas também porque o governo do Brasil, uma potência agrícola, busca a auto-suficiência do país em adubos. Atualmente, cerca de 70% do fertilizante consumido internamente é importado.
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“A Fosfértil é um ativo para a Vale mostrar que quer mesmo ser grande em fertilizantes. É claro que tem um dedo do (presidente) Lula aí, mas é um bom negócio para a Vale, diversifica a produção, é um negócio importante”, afirmou o analista Pedro Galdi, da corretora SLW.
Empresas químicas
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A Fosfértil também atua como fornecedora de insumos para empresas químicas, mas 70% de sua receita vem da área de fertilizantes. Já a Vale está desenvolvendo ativos de “classe mundial” para a produção de potássio no Projeto Carnalita, no Estado de Sergipe, no Brasil, além de Rio Colorado e Neuquén, na Argentina, e Regina, no Canadá.
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A execução desses projetos transformará a Vale em um dos líderes globais na produção de potássio, com produção estimada em mais de 12 milhões de toneladas anuais, segundo informação do site da companhia.
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Simultaneamente, a Vale está desenvolvendo o projeto de Bayóvar, no Peru, com capacidade de produção anual de 3,9 milhões de toneladas de concentrado fosfórico. Em uma segunda fase, Bayóvar poderá atingir produção total de 7,3 milhões de toneladas anuais.

Monitor Mercantil


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