Oferta de empregos formais na mineração no Pará já cresceu 16% este ano
24/07/2008
Pesquisa do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) aponta que a mineração registrou um crescimento este ano de 16% em relação ao ano passado no número de empregos formais, seja como empregos diretos nas empresas ou em serviços terceirizados. O estudo mostra ainda que o setor que mais emprega é o de minerais metálicos (84%) enquanto que os demais estão distribuídos entre os não metálicos. No setor de ferro estão 55%, seguido do alumínio, com 17%. É o que informa a assessoria de imprensa do Ibram Amazônia. Leia mais a seguir.André Reis, coordenador regional do Instituto Brasileiro de Mineração- IBRAM Amazônia, calcula que há uma expectativa muito boa, a curto prazo, de crescimento no número de empregos. ?Até 2012, pelo menos mais 15 mil empregos diretos serão criados nas atividades de mineração e transformação mineral?, destaca. Apesar desta demanda, muitos profissionais ainda não estão aptos a preencherem as vagas que vão surgir nos projetos em andamento e nos previstos para serem instalados nos próximos anos no Estado. Preocupado com esse cenário, o setor mineral pretende ampliar esta discussão junto à sociedade, instituições de ensino, empresários e poder público durante o I Congresso de Mineração da Amazônia. O evento será realizado no mês de novembro em Belém. MobilizaçãoIndústrias do setor mineral já investem na qualificação de estudantes e técnicos para atender suas demandas, assim como o Governo e entidades da classe empresarial desenvolvem projetos para garantir a competitividade das fornecedoras que atuam na região. O Programa de Desenvolvimento de Fornecedores do Pará (PDF), da FIEPA, destaca como um dos principais desafios em seu planejamento estratégico para 2008 o fortalecimento do programa de qualificação de empresários, gestores e trabalhadores para atender os grandes investimentos previstos. Para isso, o PDF está concluindo um trabalho inédito em parceria com instituições de ensino para realizar treinamentos com o objetivo de atender a demanda dos projetos em instalação no Pará. ?Isso vai ajudar todos a terem um foco para resolver esse grande gargalo, que é a questão da falta de mão-de-obra qualificada. O PDF tem tratado a capacitação como prioridade para o crescimento do mercado fornecedor?, destaca David Leal, coordenador do PDF.
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