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O perigo mora ao lado da indústria brasileira

Notícias Gerais

26/03/2012


É hora de parar e pensar a respeito da pesquisa ?Coeficientes de Abertura Comercial?, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI): um em cada cinco produtos consumidos no país em 2011 foi importado. A invasão de produtos manufaturados vem minando a indústria brasileira, que aos poucos vai se transformando em montadora de insumos chineses.
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Aos poucos, o Brasil vai voltando ao século XVI, quando começou a exportar pau-brasil e minérios como ouro e diamante. Hoje, como antes, exportamos commodities: minério de ferro, soja, café, açúcar, suco de laranja e carnes de frango, suína e bovina.
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O que ainda não é fabricado na China, um dia o será. E será importado pelo Brasil. Até mesmo o aço, elaborado com minério de ferro extraído em Itabira. O aço chinês é internalizado a preços competitivos.
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O governo federal está atento e tem tomado algumas medidas e até fechou recentemente uma revisão do acordo com o México no setor automobilístico.
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Há quem defenda medidas mais radicais, tendo em vista que é flagrante a disparidade entre os preços dos produtos chineses e a média dos equivalentes fabricados no mundo. Uma lista de produtos proibidos de importar iria deixar a imagem do país em situação delicada perante a comunidade internacional, mas protegeria a indústria nacional. A medida é arriscada, pois corre-se o risco de proteger setores pouco competitivos, que iriam se acomodar e deixar os brasileiros longe das inovações tecnológicas, que surgem a cada semana no mundo.
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Um meio termo precisa ser encontrado e colocado em prática, pois a situação vem piorando. A pauta de exportações brasileira já foi de 60% de produtos manufaturados, aqueles que geram empregos de qualidade no país, e de 40% de commodities. Hoje, é o contrário.
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A participação de importados no mercado brasileiro no ano passado, conforme a pesquisa da CNI, representou uma alta de dois pontos percentuais sobre 2010. Dos 27 setores industriais analisados, os segmentos com maior crescimento foram ópticos, informática e eletrônicos ? sobretudo celulares ?, derivados de petróleo e biocombustíveis.
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Também a participação de insumos importados na indústria brasileira bateu recorde e foi 2,6 pontos percentuais maior em 2011 do que em 2010. Também lideram esse ranking os insumos para informática, eletrônicos e ópticos, a indústria de maior valor agregado.
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A CNI atribui o recorde à valorização cambial, ao consumo interno, aos incentivos do ICMS às importações e aos chamados custos sistêmicos, como a elevada carga tributária, a infraestrutura deficiente e os juros altos. E prevê um a tendência crescente, ou seja, que o quadro deva se agravar.
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A indústria tem conseguido taxas de juros subsidiadas junto ao BNDES. Poucos sãos os que se arriscam a investir com os juros encontrados no setor bancário. O juros na ponta do consumidor é um componente importante do risco Brasil.
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Hojeemdia.com.br


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