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O futuro passa pela inovação

Notícias Gerais

28/01/2013


Funcionários devem estar conscientes de seu papel na empresa
A economia mundial vivencia um período de crescimento desde 1994, pontuado por crises curtas, mas profundas e importantes, como as de 1998, 2001 e principalmente a de 2008-2009. Estamos à beira de uma nova movimentação nos mercados, logo somos chamados a refletir sobre a importância de questões como um bom sistema de educação, a necessidade de governos comprometidos com o bem público e uma indústria carente de melhorias. O percentual de indústrias brasileiras inovadoras cresceu 21%, saindo de 31,5% (em 2000) para 38,1% (em 2008), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse percentual é o maior já registrado pelo levantamento, no entanto, devemos perceber que há uma acomodação entre as empresas pesquisadas, pois aquelas que implementaram um produto e/ou processo novo refletem a dificuldade de rompermos a barreira dos 40% desde então.
Um dado que corrobora essa tese é o aumento do número de pedidos de patentes. Em 2011, as solicitações brasileiras chegaram a 442, de acordo com dados da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi). Esse é um indício de que estamos buscando desenvolver um novo modelo industrial mais voltado para a geração de valor. O governo federal está buscando fazer a sua parte. A criação de planos de atuação multissetoriais como o Plano Brasil Maior, demonstra a preocupação visando o incentivo à inovação e ao desenvolvimento tecnológico do país. A expectativa é de que o percentual de inovação na indústria nacional obtenha um ganho exponencial nos próximos anos. Mais um indício de alteração de comportamento do empresariado é a mudança na forma de gestão das empresas. Há urgência em adoção de práticas que tornem as organizações mais ágeis e eficazes.
Outro estímulo à evolução do modus pensandi do empresariado está relacionado ao perfil de contratação: a maioria deles são legítimos representantes da geração Y, jovens que valorizam a comunicação clara sobre a visão e a missão da empresa para alinhar o trabalho de cada um no conjunto. Somente os superiores que atuam como coaches ganham o respeito e a admiração dessas pessoas e acabam elevando o potencial criativo de suas empresas.
Além do ponto de vista comportamental, a geração Y tem uma característica que a define. Trata-se de uma geração que tem mais conhecimento do que as anteriores na área da tecnologia. Tendo passado a infância rodeadas por aparelhos eletrônicos, as pessoas dessa geração vivem de maneira dinâmica, captando os acontecimentos em tempo real e se conectando com uma variedade de pessoas, podendo construir uma visão sistêmica do mundo e contribuir para os processos de inovação que tanto precisamos.
Funcionários mais conscientes de seu papel e empresas mais preocupadas com inovação e focadas no desenvolvimento sustentável. Esse é o cenário atual. Quem não pegar o bonde vai ficar pelo caminho. Afinal, como disse uma vez o educador Paulo Freire, ?não há ninguém que tudo saiba, nem ninguém que nada saiba. Tudo se resume a uma troca de saberes.?

Estado de Minas


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