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Número de pedidos de pesquisa e exploração em 2011 foi o maior em 10 anos

Notícias Gerais

13/03/2012


A rentabilidade da indústria da mineração provocou nova corrida à pesquisa e licenças para exploração mineral no Brasil e em Minas Gerais durante o ano passado. O volume total de pedidos de todo o país apresentados ao Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM) somou 30.409 documentos, maior número registrado nos últimos 10 anos, conforme o banco de estatísticas do órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia. A procura em Minas para transformar recursos minerais em jazidas produtivas foi a mais intensa, com 4.867 requerimentos de pesquisa e licença, mantendo o subsolo mineiro na primeira posição do ranking dos estados mineradores, embora tenha havido uma pequena queda de 1,1% dos requerimentos frente a 2010.
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Vale lembrar que, naquele ano,; Minas já havia atraído o interesse de investidores com 4.922 requerimentos de pesquisa e licença, superando 2008 e 2009. O levantamento do DNPM considera nos registros os requerimentos de pesquisa, licença, lavra garimpeira e registro de extração de dezenas de substâncias minerais. Em Minas, são mais de 40 cadeias produtivas em que a participação de diferentes minérios é fundamental, do ferro, o mais visível em decorrência da exploração, em geral, a céu aberto, passando pelo ouro e zinco, ao nióbio.
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A nova corrida atrás da riqueza mineral no Brasil e em Minas reflete algo mais que o dinamismo do setor, a despeito da crise na Europa e do crescimento menor dos Estados Unidos e da China. A política de redução da taxa básica de juros (a Selic, que remunera os títulos do governo no mercado financeiro), que barateia o investimento produtivo e a disponibilidade de capital que o país atrai, é determinante para incrementar a indústria da mineração, segundo Paulo Sérgio Machado Ribeiro, subsecretário de Desenvolvimento Minerometalúrgico e Política Energética de Minas.
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O baque recente dos preços das chamadas commodities (produtos agrícolas e minerais cotados no mercado internacional), liderado pelo minério de ferro, diferentemente do que se poderia imaginar, não afasta os investidores. ?Os preços devem se manter em bons patamares por muito além dos próximos cinco anos, apesar de flutuações, que são pontuais. Com o crescimento da população no mundo, que corresponde a um Brasil por ano, a demanda por minérios vai continuar ativa?, afirma Machado Ribeiro.
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O volume de requerimentos de pesquisa e licença aumentou 28,6% no Brasil em 2011. Depois de Minas, os estados com maior procura são a Bahia, Goiás ? incluindo o Distrito Federal ?, Pará, Rio Grande do Sul e São Paulo. Vedete das commodities, o minério de ferro enfrentou uma reviravolta de preços depois da turbulência mundial de 2008. Cotado àquela época a US$ 60 por tonelada, voltou a se recuperar e alcançou US$ 190 por tonelada em meados do ano passado.
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Diante da crise na Europa, o valor da matéria-prima desceu aos atuais US$ 144 por tonelada, mas a expectativa é de que as cotações não fiquem abaixo de US$ 100 a tonelada, no pior cenário de arrefecimento das dificuldades do Velho Continente e da retração na China, observa Pedro Galdi, economista-chefe da SLW Corretora. ?A atividade ainda será rentável por pelo menos mais cinco anos?, afirma.

Estado de Minas/Marta Vieira


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