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Novo plano do setor pede maior agregação de valor no país

Notícias Gerais

29/07/2010


O Plano Mineral 2030, que será lançado na segunda quinzena de agosto, estima que a produção brasileira de minério de ferro vai atingir 1 bilhão de toneladas ao ano daqui a 20 anos. O volume estimado é 150% superior às cerca de 400 milhões de toneladas produzidas no ano passado. Já a produção de aço deverá crescer 288,67%, passando das 26,5 milhões de toneladas de 2009 para 103 milhões de toneladas em 2030.
 
Os dados preliminares foram apresentados ontem pelo diretor de transformação e tecnologia mineral do Ministério de Minas e Energia, Fernando Lins, durante o 65º Congresso Internacional da Associação Brasileira de Metalurgia, Minerais e Mineração (ABM), no Rio. Ele defendeu ainda a maior agregação de valor ao minério extraído no país. Segundo Lins, o Brasil exportou no ano passado 282 milhões de toneladas de minério de ferro, o que gerou US$ 16 bilhões em recursos. Porém, afirmou, isso significou exportação de 350 mil empregos para a produção de aço em outros países.
 
Lins lembrou que para cada um milhão de toneladas de minério de ferro produzidas são gerados 100 empregos, enquanto na siderurgia chega a 2000 empregos para 1 milhão de toneladas de aço. Na cadeia do alumínio, a mineração de bauxita gera 120 empregos por milhão de toneladas, enquanto a metalurgia de alumínio gera 11 mil empregos para o mesmo volume. Isso teria levado à exportação de outros 15 mil empregos.
 
“Quando o minério sai direto da mina (para o exterior), gera tudo isso (em emprego) lá fora. Deve haver uma preocupação em incentivar a agregação de valor no país”, frisou Lins, para quem apenas o Congresso teria poderes de fazer mudanças na tributação do setor mineral para incentivar a agregação de valor no país.
 
Segundo ele, a exportação de minério tem o benefício da desoneração de ICMS e uma empresa que exporta diretamente a produção paga entre 18% e 20% de impostos. Já uma siderúrgica, que agrega valor no país, tem carga tributária de 35% a 38%. “A questão é complexa e a solução não é trivial”, observou, lembrando que a indústria mineral responde por cerca de 4,2% do PIB do país.
 
Os dados preliminares do Plano Mineral 2030 consideram expansão do PIB do país a uma taxa de 5,1% ao ano, enquanto a economia mundial deverá avançar na média de 3,8% ao ano. Com isso, o país deverá passar de um PIB de US$ 1,65 trilhão estimado para este ano para US$ 4,47 trilhões em 2030.

Valor Econômico


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