No Pacífico, previsão de produzir cobre
28/07/2008
28 de Julho de 2008 – O principal projeto hoje em andamento para a produção de metais em jazidas marinhas tem o nome do famoso submarino idealizado por Verne: Nautilus. Fruto de uma parceria da russa Epion Holdings, do grupo metalúrgico Metalloinvest, da canadense Teck Cominco e da Anglo American, a Nautilus Minerals Inc. está listada nas bolsas do Canadá e de Londres e possui hoje recursos de US$ 308 milhões para pesquisar o fundo oceânico de diversas áreas no Oceano Pacífico.
Entre os principais acionistas, a Epion possui 22,4% de participação, a canadense Teck Cominco detém 7,2% e a Anglo American participa com 5,7%. A Teck Cominco, além de acionista, é parceira da Nautilus no programa de exploração da empresa e deve investir US$ 12 milhões no programa da parceira.
A intenção da empresa é explorar depósitos de sulfetos polimetálicos onde se pode encontrar depósitos de cobre, zinco, ouro e prata.
De acordo com a própria Nautilus, a companhia é a primeira a explorar comercialmente ouro e cobre nos depósitos de sulfetos polimetálicos no solo oceânico e prevê iniciar a produção até o quarto trimestre de 2010. Atualmente a empresa detém 365 mil quilômetros quadrado de alvarás de pesquisa e requerimentos de exploração nas áreas territoriais de Papua Nova Guiné, Ilhas Fiji, Reino de Tonga (estado da Polinésia), as Ilhas Salomão e a Nova Zelândia, ao longo do oeste do Oceano Pacífico.
A área mais avançada é no Mar de Bismark, a oeste de Papua Nova Guiné. Ali, está em fase de exploração o projeto Solwara 1, para o qual pesquisas mineralógicas e metalúrgicas de 1,2 tonelada de minério retirado dali constataram a existência de cobre com boas concentrações, com porcentagens superiores a 28% do metal.
“Adicionalmente, indica um baixo custo de capital e operacional para o tratamento do minério de Solwara 1”, informou a Nautilus em relatório ao mercado em maio passado, quando confirmou que o projeto tem viabilidade comercial. “Os concentrados produzidos são ?limpos? com baixos níveis de elementos deletérios o que demonstra que nós temos um produto comercializável”, declarou na época o então presidente da empresa, David Heydon, no informe. Além disso, a empresa destaca que há potencial para a produção de ouro e prata.
A empresa já possui contratos para o fornecimento de equipamentos e sistemas para o projeto no valor de US$ 186 milhões.
O programa de exploração da Nautilus para este ano contempla pelo menos 165 dias de pesquisas no mar, e serão voltados para completar o estudo de viabilidade ambiental de Solwara 1 e também em pesquisas em áreas de propriedade da companhia em Tonga.
L. C.
(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 5)(L. C.)