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Negociações e resultados da Vale devem sofrer impacto de novo sistema de preços

Notícias Gerais

25/03/2010


A Vale (VALE3, VALE5) foi o foco do noticiário corporativo da última sessão, em meio a especulações de um possível aumento – chegando a até 114% – do minério de ferro vendido pela mineradora, que também teria formulado uma nova tabela de preços para estabelecer um sistema de negociação trimestral do preço da commodity.
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Os rumores foram bem recebidos pelo mercado, beneficiando os ativos de siderurgia e mineração. Na avaliação da Ativa, por exemplo, o fato é ?positivo? para a mineradora, já que um aumento de mais de 100% está bastante acima das expectativas do mercado. A Ágora também reiterou sua recomendação de compra dos papéis da blue chip depois da notícia.
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A não confirmação por parte da Vale das informações a respeito do reajuste não é uma negativa de que ele estaria realmente por ocorrer em tal magnitude. ?Mantemos o view positivo para as ações da Vale, que continuam sendo nosso veículo de exposição preferido em commodities metálicas? afirma a Ativa. Isso porque ?a ordem de grandeza do reajuste está em linha com as indicações dadas pela companhia no conference call sobre o que ela acredita que seja viável, pautada na situação favorável do preço do minério de ferro no mercado spot chinês?.
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Negociações e mercado
Já o Citi enfatiza a dificuldade que as mineradoras possivelmente terão para negociar com os europeus e chineses, diferentemente do que parece ter ocorrido com as siderúrgicas do Japão, que, segundo notícias atualmente veiculadas na mídia, estariam acertando um reajuste trimestral de preços com a Vale.
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“A Vale é flexível nos mecanismos de precificação, mas está determinada em conseguir o valor que considera justo para seus produtos, considerando o atual patamar do spot”, afirmam os analistas Alexander Hacking e Claudia Feddersen. “Assim, clientes na Europa e China que prefiram um contrato de 12 meses podem ter que pagar um prêmio por isso”.
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Já Max Bueno, analista da Spinelli, ressalta que “a aceitação mais ampla do movimento da Vale depende em grande parte do alinhamento da BHP Billiton e da Rio Tinto no mesmo sentido – já sinalizado – considerando que os clientes europeus irão recorrer à União Europeia por abuso de domínio econômico”.
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Além disso, tanto o Citigroup quanto a Ativa salientam que nos próximos dois a três anos deve haver um forte aperto entre a oferta e demanda do minério – o que traz um cenário bastante positivo para as mineradoras. Mais extremo, o Citi projeta até 2013 um déficit no mercado, prevendo ainda que os preços devem manter-se fortes enquanto a China manter seu nível atual de produção de aço.
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Novo sistema de preços
Conforme apontam especulações, a mineradora estaria adotando um novo sistema de preços – o Iodex (Iron Ore Index) -, o qual faria com que o preço do minério do tipo fino de Carajás passasse por um reajuste de 114,38% acima do preço de referência do último ano, de US$ 57 a tonelada FOB (posto no porto da Vale).
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Além do reajuste, outros tipos de minério também sofreriam significativas alterações em seus preços, através da elaboração de uma tabela com base no preço referência de US$ 125,80 por tonelada, calculada de acordo com o índice Platts ? que considera um prêmio de US$ 4,65 por tonelada pelo teor de 62% de minério e com frete de US$ 18,58/ tonelada.
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A Citi Corretora destaca ainda que a nova tabela de preço levaria em consideração não só as variações nos preços de mercado spot (à vista), mas também o frete e a qualidade do minério da Vale em relação ao minério de referência para o índice. Entretanto, para a corretora, um reajuste de mais de 100% nos preços, apesar de muito acima das expectativas, mudaria pouco o resultado da Vale.
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De carona
Na opinião da Ativa, MMX (MMXM3) e CSN (CSNA3) também seriam beneficiadas pelo reajuste dado que”ambas teriam como parâmetro para reajuste de preço o percentual adotado para o minério da Vale.” A analista Cristiane Viana, da Ágora, também ressaltou que a CSN seria a grande beneficiada entre as siderúrgicas do País, “por ser autossuficiente e vender este insumo para terceiros”.
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A Usiminas (USIM5), por sua vez, deve ver menos benefícios do reajuste, por utilizar minério de ferro comprado no mercado interno – ao contrário da CSN – e por ter um projeto de minério de ferro próprio “ainda incipiente”, na avaliação do Banif.
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InfoMoney


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