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Namisa investe em nova planta de concentração magnética

Notícias Gerais

24/05/2011


O empreendimento busca o aproveitamento máximo de rejeitos de minério
A Namisa está implantando uma nova planta de separação magnética, que é parte da ampliação do seu Complexo de Fernandinho, localizado no município de Rio Acima (MG). A empresa está investindo na expansão de sua capacidade de produção e, em 2014, planeja chegar à produção de 39 milhões t.
A nova instalação será alimentada com finos de rejeitos, procedentes da barragem, e pilha de rejeitos depositados há vários anos no local por outro empreendimento. O processo de concentração a ser utilizado será a separação magnética de alto gradiente. O teor médio a ser alimentado na usina será 44,8% Fe. Quando estiver finalizada, a usina terá capacidade de processar 449 t/h.
A EPC é a empresa responsável pelo projeto multidisciplinar básico, detalhado, consultivo e de apoio técnico para o desenvolvimento da planta de separação magnética. Segundo Gustavo Reis, gerente do projeto, o separador magnético tem como foco o aproveitamento máximo do fino do minério. “Por meio dessa nova tecnologia, estamos diminuindo a quantidade de rejeitos depositados no planeta e, ao mesmo tempo, gerando economia e ampliando os negócios”, diz.
Além disso, reiterando o compromisso dos projetos EPC com o meio ambiente, serão utilizados equipamentos com alta tecnologia, responsáveis pelo reaproveitamento da água. No caso deste projeto, serão reaproveitados cerca de 89% do consumo total.
O projeto foi iniciado em agosto do ano passado, com previsão de término para agosto de 2011. O trabalho, que conta com 50 funcionários da EPC, está em fase de detalhamento e foi feito totalmente em 3D, com o intuito de minimizar as interferências durante a execução das obras.
A Namisa, criada em 2007, tem 60% do seu capital pertencente à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Os outros 40% dizem respeito ao Consórcio formado por sete usinas asiáticas. As operações da empresa estão compreendidas no Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais, no qual são exploradas diversas minas, além de instalações de processamento do material. Também pertence à Namisa uma rede logística estruturada, formada por ferrovia e porto, para escoar a produção para o mercado internacional.

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