Municípios se movimentam para ato em defesa do Porto Sul
28/03/2012
Representantes dos municípios do Sul da Bahia das áreas de influências diretas e indiretas do Complexo Intermodal Porto Sul se reuniram nesta segunda-feira (26), na Prefeitura de Ilhéus, para discutir sobre os detalhes do ato de protesto que acontecerá no próximo dia 20 de abril contra a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que determinou ao Ibama que realize audiências públicas em Itacaré e Uruçuca. No encontro foram criadas comissões que cuidarão da organização e mobilização da comunidade para o ato público, na tentativa de mostrar ao TRT que a audiência pública realizada pelo Ibama no dia 29 de outubro do ano passado, no Centro de Convenções de Ilhéus, foi participativa e esclarecedora, não havendo assim a necessidade de uma nova reunião para discutir sobre os impactos ambientais gerados pelo Porto Sul.
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Durante o encontro, foram criadas comissões que cuidarão dos detalhes do movimento. Um grupo ficará encarregado de mobilizar as prefeituras, câmaras de vereadores e clubes de serviços dos municípios. Outra equipe ficará incumbida de organizar a estrutura, roteiro, percurso e participação das lideranças políticas regionais, estaduais e nacionais no ato de protesto. A idéia é de realizar um grande movimento em defesa do Porto Sul, com a participação de políticos, empresários, trabalhadores, estudantes e a comunidade regional de um modo geral. Os participantes serão divididos em caravanas dos municípios, como forma de mostrar que as cidades das áreas que terão influências diretas e indiretas do Porto Sul estão engajadas na luta pela implantação definitiva com Complexo Intermodal.
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A coordenação do novo movimento em defesa do Porto Sul é da Prefeitura de Ilhéus contando com o apoio doComitê de Entidades Sociais em Defesa de Ilhéus e Região (Coeso), além de entidades, sindicatos, associações e clubes de serviços dos municípios do Sul da Bahia. A idéia de se realizar o manifesto surgiu após a decisão do TRF-1 de determinar a realização de mais duas audiências, o que, na avaliação dos mais diversos segmentos regionais, nada mais é que uma tentativa de atrasar o início das obras do Porto Sul. A decisão saiu após análise de pedido de antecipação de tutela apresentado ao TRF pelo Ministério Público Federal. O primeiro entendimento era que uma audiência de amplitude regional, realizada em Ilhéus no ano passado, fosse suficiente. Mas procuradores federais discordaram, entrando com ação para que audiências ocorressem também em Uruçuca e Itacaré.
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O prefeito de Ilhéus, Newton Lima, também defende que não há qualquer necessidade de se realizar novas audiências públicas para discutir sobre os impactos do Porto Sul, já que o último encontro realizado pelo Ibama em Ilhéus foi participativo e suficiente para esclarecer as dúvidas de toda a região. Uma nova discussão, segundo ele, só contribuirá para atrasar as obras de um dos equipamentos mais esperados pela comunidade regional. É por esse motivo que a Prefeitura de Ilhéus resolveu coordenar esse novo movimento em defesa do Porto Sul.
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Além da criação de grupos de cuidarão da organização e mobilização para o ato público no dia 20 de abril, também foi escolhida uma comissão formada por prefeito e lideranças políticas de diversos municípios regionais para visitar o Ministério Público Federal na tentativa de mostrar que a audiência pública realizada em outubro do ano passado contou com a representatividade de todas as cidades das áreas de influências diretas e indiretas do Porto Sul. O diretor de logística da Bahia Mineração, Aildo Fonseca, explicou que essa mobilização é importante para mostrar ao Ministério Público Federal e à Justiça Federal que a sociedade não está de acordo com a necessidade de se fazer novas aidiências públicas para discutir a implantação do Complexo Intermodal Porto Sul.
Jornal Bahia Online