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Mulheres abrem espaço profissional na mineração

Notícias Gerais

08/03/2012


Um dos setores mais fechados ao sexo feminino começa a empregar trabalhadoras
Em Minas Gerais, a mineração é uma das últimas fronteiras profissionais para as mulheres. O setor, que desde sempre foi dominado pelos homens, começa agora, mesmo que tardiamente, a se abrir para a eficiência e capacidade da mão-de-obra feminina. Nesta quinta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, essas pioneiras tem muito o que comemorar.;Elas estão ampliando o seu espaço, principalmente, nas usinas de beneficiamento e nas áreas de solda. Há três anos, o percentual delas no quadro de funcionários nas mineradoras no Brasil ficava em 3% ou 4%, e quase nenhuma nas áreas operacionais. Nesta quinta-feira (8), este percentual está em torno de 13%, e já é comum ver mulheres dirigindo caminhões fora-de-estrada ou no comando de grandes equipamentos.
Em Minas, temos até uma mulher comandando uma grande mineradora: Cynthia Carroll, que no ano passado assumiu a presidência da Anglo American. Na sua gestão, foi implementada a meta de que as mulheres perfaçam 25% dos trabalhadores.;;No Projeto Minas-Rio, que compreende uma mina em Conceição do Mato Dentro, as mulheres já são 36% do quadro de pessoal e está prevista 300 novas contratações até o final de 2013.
?Em alguns cargos até preferimos mulheres. Na planta de beneficiamento e no trabalho com solda elas mostram uma precisão maior?, afirma a gerente de Recursos Humanos e Administrativo da Pré-Operação do Projeto Minas-Rio, Claudiana Silva.;;Na mina da CSN, em Congonhas, o percentual de mulheres subiu de 5% para 13% em cinco anos. Segundo a gerente de Recursos Humanos da empresa, Alba Valéria Santos, a procura de mulheres pelo programa de capacitação da empresa aumentou bastante. ?Em 2008 elas não respondiam por 15%. Esse número triplicou e hoje elas são 45% das 1.500 pessoas que estão sendo capacitadas?, dia.
A operadora de motoniveladora Ana Paula Martins Tavares, de 28 anos, participou do programa, sendo a primeira mulher a ser efetivada na área de infraestrutura da CSN. ?Há algum tempo, as pessoas achavam minha profissão diferente. Agora ninguém assusta?, diz.;
As empresas também observam uma melhora do ambiente de trabalho com a presença de mulheres nas áreas de exploração. Segundo a coordenadora de Gestão de Pessoas da mineradora de ouro AngloGold Ashanti, Tamara de Faria, a presença da mulher traz mais leveza e diversidade à equipes de trabalho.
Nas áreas operacionais, a mudança é percebida até na rotina dos homens. De acordo com a gerente de RH da CSN, Alba Valéria Santos, o ambiente fica mais tranquilo, a linguagem nos rádios de comunicação menos agressiva e até os uniforme são melhor cuidados. Na AngloGold, 20% das mulheres ocupam cargos de liderança e 58% exercem atividades de nível superior. Uma delas é a hidrogeóloga Ana Katiuscia Souza, que coordena uma equipe de sete homens. ?A sociedade está mudando, mas o desafio da mulher na mineração ainda é grande?, afirma.

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