Mudança climática e a mineração estão na mesma equação, destaca vice-presidente do IBRAM em evento da CNI
16/10/2025
Foram discutidas propostas do setor produtivo para a COP30, que será realizada em novembro de 2025, em Belém (PA).
Diante dos desafios impostos pela transição energética e pela consolidação de uma economia de baixo carbono, o setor mineral brasileiro, impulsionado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), e em parceria com o governo e a sociedade, reafirma seu compromisso de ser parte ativa das soluções para os desafios climáticos globais. A afirmação foi feita por Fernando Azevedo, vice-presidente do IBRAM, durante sua participação no evento “Pré-COP30: O Papel do Setor Privado na Agenda de Clima”, realizado nesta quarta-feira (15), em Brasília, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Fernando Azevedo integrou o painel “Transição Energética: pilar central da descarbonização”, no qual reforçou o papel fundamental da indústria mineral na viabilização de tecnologias sustentáveis, como energias renováveis, eletrificação da mobilidade e armazenamento de energia, todas dependentes da mineração.
O vice-presidente do IBRAM destacou que o Brasil possui vantagens estratégicas importantes para liderar uma transição sustentável no setor mineral, como a diversidade geológica, uma matriz energética majoritariamente limpa, elevado potencial de industrialização e uma legislação ambiental sofisticada. “Para transformar esse potencial em resultados concretos, é essencial seguir um caminho baseado em cinco eixos estruturantes: desenvolver infraestrutura adaptada e de baixa emissão; avançar na industrialização verde; fortalecer políticas públicas e mecanismos de financiamento; promover justiça socioambiental, com a inclusão das comunidades nos processos decisórios; e investir em tecnologia e no fortalecimento das instituições ligadas à mineração”, sinalizou.

Durante o evento, Fernando também citou a importância de fortalecer as instituições de mineração como a Agência Nacional de Mineração (ANM), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e o Centro de Tecnologia Mineral (CETEM) para a evolução responsável da mineração e, consequentemente, para proporcionar insumos essenciais para combater as questões climáticas.
Também participaram do painel Rodolfo Sirol, diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CPFL Energia; Rodolfo Zamian Danilow, consultor sênior de Relações Governamentais da Hydro Brasil; e Elbia Gannoum, presidente da ABEEólica, que mediou o painel.