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MT é alvo da Petrobrás para a exploração de fosfato

Notícias Gerais

09/11/2009


Estado vai contribuir para a produção de fertilizantes no País. Manaus vai fornecer o potássio

;Considerada a última grande fronteira da exploração de potássio no mundo, a região do encontro entre os rios Madeira e Amazonas será reativada ainda este mês, com o início das perfurações da Potássio do Brasil, empresa de capital canadense.
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A região, que pode conter a terceira maior reserva mundial do minério, é considerada estratégica pelo Governo, que caminha para promover um retorno da Petrobrás à mineração, 20 anos após a extinção da Petromisa, subsidiária que atuava no segmento.
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A exploração de potássio está sendo retomada às margens do Madeira e o fósforo pode ser achado em Estados vizinhos, como Mato Grosso, Tocantins e Pará, além de Goiás, que já explora o mineral. No primeiro, por exemplo, há grande esforço para viabilizar a exploração de uma jazida na região de Planalto da Serra (256 km ao Sul de Cuiabá).
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A pesquisa é feita pela Cooperativa dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, que já investiu R$ 3 milhões e espera alguma definição sobre o potencial até o fim do ano. O Brasil importa atualmente metade do consumo interno de fosfato e, para lidar com o problema, o governo criou o Projeto Fosfato Brasil, que investiga reservas do mineral.
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“O potencial é grande do ponto de vista geológico, os ambientes são propícios para exploração, mas existe um longo caminho até se chegar à viabilidade econômica”, diz a coordenadora do projeto federal, Maisa Bastos Abram.
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Na semana passada, técnicos e geólogos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), juntamente com a equipe da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), estiveram na região de Nobres (146 km ao Norte de Cuiabá).
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O grupo, formado por oito especialistas em geologia, executou inspeções relacionadas ao Projeto Fosfato Brasil, programa do Governo Federal realizado em todo o país. Desde a visita à secretaria, em setembro deste ano, a equipe realiza estudos, interpretações geológicas e coleta de amostras no solo mato-grossense.
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Fertilizante
O polo gasoquímico projetado pela Suframa,em Manaus, prevê de 475 mil a 679 mil toneladas por ano de ureia, que é retirada do gás para produção de fertilizantes, além de outras matérias-primas para a indústria petroquímica.
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“Estamos discutindo com o governo a viabilização dessa indústria, que poderia ser feita em sistema de consórcio, incluindo Petrobrás e investidores privados”, diz o secretário.Os estudos preveem faturamento anual de US$ 1,63 bilhão e geração de 2 mil empregos diretos e 35 mil indiretos.
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A Potássio do Brasil, que pertence ao grupo financeiro Forbes & Manhattan por meio da mineradora Falcon Metais, conclui os preparativos para a perfuração do primeiro poço na região em quase 30 anos.
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A ideia é que o poço seja perfurado ainda em novembro, dando início a uma campanha de até 20 poços durante o próximo ano em Autazes e Itapiranga, ao custo de US$ 25 milhões. Se confirmado o potencial da jazida, o investimento pode chegar a US$ 2,5 bilhões, para extração de 2 milhões de toneladas por ano.
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A região já foi explorada pela Petrobrás, que identificou a existência de 1,1 bilhão de toneladas na Mina de Fazendinha, no município de Nova Olinda do Norte, mas abandonou o projeto na década de 70.
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A mina chegou a ser transferida para a Falcon Metais, em processo suspenso no fim do ano passado, em um sinal de que, diante da crescente dependência de potássio, o governo quer maior controle sobre a sua produção. O mineral é usado na produção de fertilizantes.
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Balança comercial
O Brasil importa hoje 92% do potássio que consome, com um impacto negativo de US$ 3,8 bilhões na balança comercial em 2008. Nos meses anteriores à crise, o preço do produto disparou, passando de US$ 200 por tonelada para perto dos US$ 1 mil.
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A demora em buscar soluções para reduzir a dependência levou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a iniciar uma campanha pública pela retomada das atividades. “O Brasil não tem nenhuma política de exploração de jazidas minerais para fertilizantes”, reclamou, recentemente.
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A Petrobrás diz que está reavaliando o projeto e não há ainda decisão sobre o futuro da mina. A empresa, porém, já aprovou planos de expansão na área de fertilizantes – com a construção de duas fábricas de amônia e ureia com base no gás natural, dobrando a capacidade nacional – e pode ampliar as atividades para a extração do potássio. Dentro da empresa, há uma corrente que defende o investimento no setor.
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A mudança de estratégia em relação aos fertilizantes já começou: a área foi transferida para a Diretoria de gás e Energia, comandada por Graça Foster, mais próxima à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
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“A passagem da área para a Graça é um sinal de que o governo quer mais agilidade. O sentimento é que o Brasil precisa de um grande player na exploração do potássio e esse player é a Petrobrás”, diz uma fonte com acesso à área energética do governo.
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“O preço dos metálicos caiu após a crise, mas o do potássio tende a continuar em patamares elevados”, comenta o diretor de Fiscalização do Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), Walter Arcoverde. O DNPM concedeu à Falcon três alvarás de exploração na região do Madeira, que foram transferidos para a nova companhia, a Potássio do Brasil. “A área de fertilizantes é uma das que têm maior potencial de crescimento nos próximos anos”, diz o presidente da Falcon, Hélio Diniz.
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Canadá e Rússia têm hoje as duas maiores bacias produtoras de potássio, que se equivalem à Bacia Amazônica em termos de extensão territorial. Para o secretário de mineração do Amazonas, Daniel Nava, a região tem potencial para garantir a autossuficiência brasileira em dez anos.
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Mesmo que as reservas sejam confirmadas, a produção do mineral na Amazônia não se dará antes de 2015, já que o desenvolvimento de uma mina pode levar de seis a sete anos. No caso de Fazendinha, a produção pode ser atingida um ano mais cedo, uma vez que a fase de exploração já foi concluída.

Expresso MT


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