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MRN prepara terreno para operar novas minas

Notícias Gerais

26/03/2008


A Mineração Rio do Norte (MRN), que explora minas de bauxita na região oeste do Pará, realiza hoje a primeira das reuniões preparatórias para a discussão do Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima) para operação de seis novos platôs. Os encontros, que terão a participação de representantes da sociedade civil, líderes comunitários, imprensa e poder público dos municípios de Oriximiná e Terra Santa vão até o dia 1º de abril.
Trata-se de uma prévia para as audiências públicas, ainda sem data definida, que são coordenadas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), orgão responsável pela concessão da licença para operação da MRN, já que a empresa se encontra instalada na Floresta Nacional Saracá-Taquera, uma unidade de conservação federal.
De acordo com diretor-presidente, Júlio Sanna, com a operação nesses platôs, a capacidade produtiva da empresa não será alterada. `As novas minas substituirão as que estão em processo de exaustão. Continuemos produzindo e embarcando a marca de 18 milhões de toneladas de bauxita, nos próximos cinco anos`, afirma Sanna.
A reserva dos seis platôs está cubada em 256,5 milhões de toneladas de bauxita e será lavrada até 2025. Parte desse minério se encontra no subsolo de Terra Santa, município vizinho a Oriximiná, onde a MRN opera há 28 anos. Com isso, Terra Santa passa a ter direito sobre o recolhimento dos impostos, incluindo a Contribuição Financeira pela Extração Mineral (CFEM). Em 2007, a MRN recolheu R$ 30 milhões em CFEM ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), responsável pela distribuição dos recursos. Do total recolhido, 65% são destinados aos municípios, 23% aos estados e os 12% restantes à União.
Atualmente, a Mineração Rio do Norte gera quase 11 mil empregos diretos e indiretos. O quadro funcional próprio da empresa é formado por 1.319 pessoas. Desse total, 81,1% são originários do Pará, de cidades como Oriximiná, Santarém, Terra Santa, Óbidos, Belém e Alenquer.
Assim que a licença ambiental for concedida pelo Ibama, a empresa dará início às obras de infra-estrutura. Para operação do platô Bela Cruz, o primeiro dos seis a entrar em operação, será necessária a construção de uma estrada e de instalações de apoio à produção. Para as obras, a previsão é que sejam contratados 480 trabalhadores no início do projeto, chegando a 700 no pico das obras.

O Liberal – PA


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