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MPX vai captar R$ 1,3 bi para financiar investimentos

Notícias Gerais

11/03/2011


Objetivo da operação é financiar o desenvolvimento de empreendimentos no Brasil e na Colômbia.
A MPX, empresa de energia do grupo do empresário Eike Batista, anunciou hoje uma capitalização no total de R$ 1,3 bilhão, por meio da emissão privada de debêntures conversíveis. O objetivo da operação é financiar o desenvolvimento de empreendimentos no Brasil e na Colômbia.
De acordo com fato relevante enviado hoje pela empresa ao mercado, foi aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o enquadramento da capitalização da MPX, mediante subscrição pelo BNDES Participações (BNDESPar), de debêntures conversíveis no valor de R$ 600 milhões. Já a GIF Gestão de Investimentos e Participações, do grupo Gávea Investimentos, e o acionista controlador da MPX, Eike Batista, participarão da operação nas mesmas condições, subscrevendo um montante de R$ 200 milhões cada, alcançando então R$ 1 bilhão.
Contando o exercício de direito de preferência por parte dos acionistas minoritários da MPX, a capitalização chega a R$ 1,3 bilhão. Como informa a MPX, “Eike Batista concordou em ceder parcial e proporcionalmente à BNDESPar e à Gávea seu direito de preferência para subscrição das debêntures conversíveis.”
As debêntures serão conversíveis em ações ordinárias da MPX, a qualquer momento pelos investidores, até o prazo de vencimento, com base num preço fixo de R$ 43 por ação. O valor representa um prêmio de 45,5% frente ao preço médio da ação ponderado pelo volume negociado nos 60 últimos pregões, como explica o comunicado. O prazo de vencimento dos títulos é de três anos e a remuneração será equivalente à variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período mais 4% ao ano.
Após liquidação financeira da operação, BNDESPar e Gávea terão o direito de apontar, cada, um membro para o conselho de administração da MPX. “As partes informam que estão negociando os demais termos e condições da operação, incluindo, mas não se limitando, às formas de amortização das debêntures conversíveis, conversão antecipada mediante solicitação da MPX, hipóteses de inadimplemento e vencimento antecipado.”
Os recursos serão empregados na implantação do sistema integrado de mineração de carvão da MPX Colombia, que deverá produzir 35 milhões de toneladas de carvão mineral por ano, com início de operação em 2012, e contará com uma ferrovia de 150 km. Outra parcela do dinheiro será aplicado na produção de gás natural e na geração de energia elétrica na MPX Parnaíba.
O presidente da MPX destaca, no comunicado, que a operação permitirá à MPX Parnaíba tornar-se um ponto de “geração no norte do Brasil, com oferta em larga escala de energia baseada em gás natural”, ao passo que, na Colômbia, a operação “acelera o suprimento de carvão” para Brasil e Chile. A operação depende de aprovação da diretoria da BNDESPar e do Comitê de Investimentos da Gávea, bem como dos acionistas da MPX a serem convocados em assembleia geral extraordinária.

Época Negócios


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