MPX investe R$ 3,4 bi e admite parceria para projeto na Colômbia
18/03/2010
A própria MPX assume que tem mais projetos do que capacidade de investir. Portanto, apostando no investimento de R$ 3,4 bilhões na produção de carvão mineral na Colômbia para a próxima década, a companhia prevê que chegará em 2020 num ritmo de 20 milhões de toneladas por ano, admitindo que, para isso, seja “muito possível” a necessidade de um parceiro estratégico.
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“Pode ser que venhamos a ter um sócio operador. Desde que a gente consiga adicionar riqueza para nossos acionistas, podemos ter parceiros sim”, avaliou ontem o presidente da MPX, Eduardo Karrer, durante teleconferência para apresentação do projeto colombiano.
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A intenção da empresa é abastecer as usinas que desenvolve no Brasil e no Chile. Por isso, a estimativa da MPX é que ainda em 2012 a produção nas minas a céu aberto passará a gerar um fluxo de caixa suficiente para que, então em 2015, a produção dessas primeiras minas possa suprir completamente os recursos necessários.
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Deste investimento, R$ 2 bilhões são destinados diretamente à produção do minério e R$ 1,4 bilhão será desembolsado no setor de logística, esse último, ponto fundamental nos projetos da empresa.
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“Sempre buscamos ter a solução logística sob o nosso controle. No caso do carvão, o combustível não é o problema, a questão é o transporte. Por isso nosso trabalho inclui desenvolver os meios rodoviários, ferroviários e nosso próprio porto”, comentou Karrer.
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A sondagem feita pela empresa até o mês passado realizou um total de 266 furos, sendo 195 positivos. A conclusão do trabalho chegou ao potencial de 1,74 bilhão de toneladas de carvão, sendo que o sistema a ser implantado pela MPX contará com três minas do tipo abertas – Cañaverales, Papaval e San Benito – e mais uma de forma subterrânea – San Juan.
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Nas projeções, a intenção é que em 2012 o carvão produzido já atenda a demanda das termoelétricas em construção no Brasil, utilizando, a princípio, um porto já existente. Nos próximos dois anos devem entrar em funcionamento as usinas MPX Pecem (360MW) e Energia Pecem (720MW), ambas no Ceará, e Itaqui Energia (360MW), no Maranhão, que, segundo a MPX, consumirão 2,7 milhões de toneladas de carvão mineral por ano.
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Além disso, a empresa mantém mais de 4 mil MW em projeto entre plantas Brasil e Chile. “Só essa demanda interna no longo prazo da MPX já pode gerar uma demanda de 11,6 milhões de toneladas/ano”, calculou Karrer.
DCI