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MMX vai às compras no Quadrilátero Ferrífero

Notícias Gerais

15/09/2010


Venda de ações para coreanos e engenharia financeira injetarão US$ 2,2 bilhões para aquisições
A região do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, será palco de novas investidas da MMX Mineração e Metálicos em busca de ativos minerários. De acordo com o empresário Eike Batista, acionista controlador da companhia, a mineradora se tornou ?um consolidador natural do Quadrilátero? em função de possuir uma estrutura logística já montada para a região. Ele se refere ao acesso por meio da ferrovia MRS Logística S/A que os mineradores dessa região poderão ter ao Porto de Itaguaí, na Baía de Sepetiba (RJ), que está em construção com financiamento integral do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo ele, a região de Serra Azul poderá ser o alvo preferido, uma vez que a empresa já possui duas minas no local. A MMX teria feito, em junho deste ano, uma proposta para aquisição da Minérios Itaúna Ltda (Minerita). O objetivo da MMX é de incorporar alguma mineradora que esteja em operação, para acelerar o ganho de produção previsto.
A Minerita tem capacidade instalada de 3,2 milhões de toneladas anuais e investe para atingir 4,7 milhões de toneladas na metade de 2011. Porém, o diretor da Minerita, Marco Antônio Antunes, disse que as conversas não evoluiram.
A MMX anunciou nesta segunda-feira (13) a alienação de 11% de seu capital social para a sul-coreana SK Networks. Para efetivar a transação, que deverá estar formalmente finalizada até o final do ano, a SK Networks irá adquirir novas ações ordinárias de emissão da MMX, no valor equivalente a US$ 700 milhões, por um preço unitário de R$ 13,963.
Em seguida, a MMX fará uma oferta pública de permuta para adquirir dos acionistas da LLX e da Centennial 100% do Porto Sudeste (Sepetiba) por aproximadamente US$ 2,3 bilhões. A SK Networks e a MMX celebrarão um contrato de fornecimento do minério de ferro envolvendo a produção das minas da MMX Sudeste e da MMX Chile. A empresa coreana terá 11% da produção da MMX Sudeste e 50% da MMX Chile. Ao final do negócio, a EBX, de Eike Batista, ficará com 35% do controle da MMX. A SK Network terá fatia de 11%, e a chinesa Wisco, 20%. O free float será de 34%.
A empresa também vai realizar uma operação para aumento de capital, com emissão de US$ 2,2 bilhões em ações ordinárias, montante que será utilizado para financiar aquisições e investimentos necessários para atingir uma produção anual de 34 milhões de toneladas de minério de ferro até 2015. ?Estamos consolidando o modelo de nos tornarmos uma quase-Vale?, disse Eike Batista.
A comparação com a Vale ainda está mais para um sonho do que um fato. Nesse mesmo prazo (2015), a produção da Vale deverá romper a casa de 400 milhões de toneladas por ano.

De Fato On Line


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